Administrador hospitalar pede salários mais altos para atrair médicos ao interior

Falta de médicos no interior continua a aumentar
6 de março de 2013 - 10h48



O presidente da Unidade Local de Saúde do Nordeste defendeu esta quarta-feira uma diferenciação nos salários para especialidades médicas em falta no interior do país como medida para combater as carências clínicas em hospitais como os do distrito de Bragança.



António Marçôa não quer chamar-lhe “subsídio de interioridade”, mas entende que salários mais altos que os praticados nos hospitais do Litoral seriam um incentivo para a fixação de médicos nas especialidades onde se verificam maiores dificuldades.



Outra medida defendida pelo administrador é a obrigatoriedade de os novos especialistas integrarem os quadros dos hospitais onde lhes é garantida a formação, o chamado internato.



A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, responsável pelos hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, abriu nos últimos meses dois concursos com vagas para várias especialidades.



No primeiro foram preenchidas seis das 39 vagas e o segundo está ainda a decorrer com 13.



Uma das vagas do primeiro concurso destinava-se a radiologia, mas não teve candidatos.



A ULS do Nordeste pagou, em 2012, sete mil euros mensais a uma especialista em regime de prestação de serviços, um caso noticiado na imprensa regional pelo custo e por a profissional ser filha do deputado do PSD por Bragança, na Assembleia da República, Adão Silva.



O presidente do Conselho de Administração da ULS reconhece que nestas condições “a remuneração é bastante superior e isso só poderá ser evitado com a colocação no mercado de trabalho de mais médicos nessas especialidades”.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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