Administração do hospital nega casos de tuberculose em Portimão e exige desculpas

A administração do Centro Hospitalar do Algarve qualificou esta segunda-feira como “falsas e caluniosas” as denúncias do Sindicato dos Enfermeiros sobre um alegado surto de tuberculose no Hospital de Portimão e exigiu à estrutura sindical um pedido de desculpas.
créditos: AFP

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) emitiu um comunicado a negar as informações que têm vindo a público sobre a “existência de um surto de tuberculose na unidade de Portimão” e que “associam o risco dos trabalhadores ao encerramento de um quarto de pressão negativa, supostamente existente anteriormente no Serviço de Urgência do mencionado hospital”.

“Tal notícia é falsa e caluniosa, tendo origem em reiteradas afirmações que, por ignorância ou má-fé, têm sido proferidas por um responsável local do SEP [Sindicato dos Enfermeiros Portugueses], o enfermeiro Nuno Manjua”, garantiu a administração do centro hospitalar, numa referência ao coordenador da estrutura sindical no Algarve.

O CHA assegurou ainda que “não existe nem nunca existiu qualquer quarto de pressão negativa na unidade hospitalar de Portimão” e indicou que “possui três quartos de pressão negativa adequados ao internamento de doentes com patologia respiratória em fase contagiosa, todos na unidade de Faro”.

A mesma fonte frisou que no Serviço de Urgência da unidade de Portimão “existia um quarto sem quaisquer condições, sem qualquer mecanismo de pressão negativa”, uma vez que “a intenção da anterior administração para transformar” essa área e lhe dar as referidas condições “nunca foi concretizada”.

“Por absoluta falta de condições, nomeadamente perigoso afastamento do núcleo central do Serviço de Urgência, nunca ou muito raramente este espaço terá servido para internamento de doentes, funcionando, na prática, como armazém de material clínico. Foi este espaço, inadequado à prática de medicina de qualidade, que a atual administração transformou numa excelente sala de triagem de enfermagem”, referiu o CHA.

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