Abaixo-assinado para evitar fecho de maternidades em Castelo Branco e na Covilhã

Documento vai ser entregue na Assembleia da República e ao ministro da Saúde
15 de setembro de 2014 - 15h22



A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) lançou hoje um abaixo-assinado que pede a "revogação" da portaria que reclassifica os hospitais, argumentando que de outra forma Castelo Branco e Covilhã "perdem as maternidades".



Esta ação da USCB serve para assinalar os 35 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal e insere-se na semana de informação, esclarecimento e luta "Pelo Direito à Saúde - defender o SNS".



O coordenador da USCB, Luís Garra, disse à agência Lusa que o abaixo-assinado que pede a revogação ou a alteração da portaria 82/2014 de 10 de abril (que reclassifica os hospitais) tem como objetivo "assegurar por escrito que as valências e especialidades existentes em cada um dos hospitais do distrito (Centro Hospitalar da Cova da Beira e Hospital Amato Lusitano) se irão manter".



O sindicalista explicou que, após a recolha de assinaturas, o documento "vai ser entregue na Assembleia da República e ao ministro da Saúde".



Em comunicado hoje divulgado, a USCB sublinha que "é verdade que o Governo, pela voz de um seu secretário de Estado, veio dizer que não vai encerrar nenhuma valência ou especialidade no distrito".



Contudo, o sindicato realça que "uma coisa é o que se diz e outra, bem diferente, é a que está escrita e a prova é que depois de ter dito isto avançou com uma comissão técnica para decidir em definitivo o que vai fechar, à luz da tal portaria".



"Não podemos aceitar que isto venha a acontecer. Isto significaria mais um ataque ao SNS e mais um atentado à nossa região, que já hoje tem carências gritantes, e porque a sua população é cada vez mais afastada dos serviços de saúde", lê-se no documento.



A USCB alerta também para a "falta de médicos, enfermeiros administrativos e auxiliares" e para os encerramentos de "extensões de saúde, serviços de atendimento permanente (SAP) e serviços de urgência" na região.



Argumenta ainda que "aumentaram os tempos de espera nos serviços de urgência".



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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