A hormona do amor induz à mentira, revela estudo

Oxitocina é considerada a hormona do amor e é, por exemplo, libertada pela mãe durante a amamentação
4 de abril de 2014 - 11h11



Um estudo realizado em Israel descobriu que os membros de um grupo que inalam a chamada "hormona do amor" têm mais hipóteses de mentir do que aqueles que não a inalam. Esta hormona, a oxitocina, é conhecida por ser libertada quando há um vínculo estreito entre pessoas ou grupos ou também pelas mães durante a amamentação.



Os resultados da pesquisa realizada pela Universidade Ben-Gurion de Negev sugerem que indivíduos que fazem parte de grupos nos quais há um relacionamento mais próximo têm mais hipóteses de mentir quando a mentira beneficia o grupo, do que quando a mentira apenas beneficia o indivíduo.



O estudo foi publicado na revista especializada PNAS.



Estudo



Alguns voluntários foram reunidos num grupo cuja tarefa envolvia recompensas financeiras e a inalação de oxitocina através de um spray nasal. Esse grupo mentiu mais do que os que faziam a tarefa sozinhos.



Na experiência, os participantes inalaram a oxitocina em spray. No caso do grupo de controlo, este utilizou um spray sem hormona. Ambos participaram no jogo "cara ou coroa" através do computador.



O grupo ou as pessoas tinham de prever se a moeda iria mostrar cara ou coroa e só recebiam a recompensa se acertassem. Quando isso era feito em grupo, cada previsão correta resultava em dinheiro para o grupo. Participantes que estavam sozinhos recebiam uma recompensa semelhante aos outros quando acertavam o resultado.



Os participantes podiam mentir sobre o resultado do jogo, já que a pessoa que conduzia a experiência não tinha acesso aos resultados.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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