A explicação de como a McDonald's está a beneficiar com o comércio legal de canábis

Muita fome é o que sentem os consumidores de canábis nos Estados Unidos depois de fumarem a erva, conclui um estudo do Green Market Report e da consultora Consumer Research About Cannabis.
créditos: AFP

Nos Estados Unidos, as cadeias de restauração fast food estão a beneficiar indiretamente com a venda e consumo de canábis, uma droga leve que já é permitida em vários estados deste país, escreve a BBC.

Um estudo do Green Market Report e da consultora Consumer Research About Cannabis mostra que 43% dos entrevistados que admitem fumar canábis escolheram o McDonald's como primeira opção para comer nas últimas quatro semanas.

O estudo foi realizado a partir de amostra de 27 mil pessoas de 25 estados americanos. Neste país, estima-se que haja 4,7 milhões de consumidores legais de canábis, o equivalente a 8,5% da população americana.

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Jeffrey Stein, vice-presidente da Consumer Research About Cannabis, refere o acesso às lojas daquela rede de restauração como a principal causa desta relação: "Simplesmente pelo tamanho e pela quantidade de lojas, especialmente nos estados onde a venda de canábis é legal tanto para fins recreativos como medicinais", disse em entrevista à BBC.

Alguns estudos científicos sustentam que o princípio ativo da canábis, o THC (tetrahidrocarbinol), afeta os recetores cerebrais relacionados com o olfato, aumentando a sensação do aroma da comida e, consequentemente, a vontade de comer.

Nos Estados Unidos, há sete estados onde já é legal consumir canábis de forma recreativa e 32 onde o seu consumo é permitido com indicação terapêutica.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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