A Antártida perdeu a cor original. A culpa é nossa e das alterações climáticas

Cientistas concluíram que a vida vegetal está a crescer no continente gelado da Antártida devido às alterações climáticas, revela um estudo publicado esta quinta-feira na revista "Current Biology".
créditos: Pixabay

Poucas plantas vivem na Antártida, mas os cientistas que estudam musgos detetaram um aumento significativo da atividade biológica no continente nos últimos 50 anos.

Para o estudo, a equipa de investigadores, nomeadamente das universidades britânicas de Exeter e Cambridge, analisou núcleos de bancos de musgo bem preservados na Antártida, numa extensão de cerca de 643,73 quilómetros, e dados documentados dos últimos 150 anos.

Os cientistas estudaram em pormenor cinco núcleos de três locais, tendo concluído que houve alterações biológicas importantes em toda a península antártica no último meio século.

Segundo um dos autores do estudo, Matt Amesbury, da Universidade de Exeter, o aumento da temperatura verificado na Antártida nos últimos 50 anos teve "um efeito dramático no crescimento dos bancos de musgo" no continente gelado.

A continuar a aumentar a temperatura, ainda que de forma moderada, e a crescer o degelo, a Antártida "será um lugar mais verde no futuro", sustentou.

A equipa científica pretende, numa nova investigação, recuar mais no tempo e avaliar o quanto as alterações climáticas afetaram os ecossistemas na Antártida antes de a atividade humana provocar o aquecimento global.

15 consequências das alterações climáticas para a saúde 

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários