23 famílias pedem apoio jurídico por causa da legionella

A Câmara de Vila Franca e as juntas de freguesia que foram mais afetadas pelo surto de "legionella" já receberam 23 pedidos de apoio jurídico de familiares de doentes que pretendem processar os responsáveis pela propagação da bactéria.
créditos: JOÃO RELVAS/LUSA

Devido a um inquérito em curso que corre no Ministério Público ainda não foi divulgado o nome da empresa que terá sido responsável pela propagação do surto de "legionella", que causou até ao momento oito mortes e infetou 331 pessoas, segundo os últimos dados da Direção Geral de Saúde (DGS).

Contudo, as juntas de freguesia de Vialonga e da Póvoa de Santa Iria/Forte da Casa tinham disponibilizado apoio psicológico e jurídico às famílias das vítimas que tencionassem avançar com processos judicias, tendo recebido até ao momento 21 pedidos de ajuda, segundo disseram hoje à agência Lusa os respetivos autarcas.

"Fomos procurados por oito famílias que nos pediram aconselhamento jurídico. Contudo, só poderão ser convocadas pelo nosso advogado quando existir algo mais concreto", explicou à Lusa o presidente da junta de Vialonga, José Gomes.

O autarca referiu que todos os pedidos de apoio jurídico foram feitos por familiares de doentes que sobreviveram à doença, não existindo, portanto, nenhum referente a vítimas que faleceram.

Por seu turno, na junta de freguesia vizinha da Póvoa de Santa Iria/ Forte da Casa foram feitos até ao momento 13 pedidos de apoio jurídico, dois deles de familiares de vítimas mortais.

"Estamos, para já, a rececionar os pedidos que terão de obedecer a alguns critérios. Terá de ser provado que há uma relação direta com a doença da 'legionella'. Para já, é muito cedo para falar porque ainda não existe um culpado provado", apontou o autarca Jorge Ribeiro.

O autarca adiantou igualmente que duas famílias procuraram a junta de freguesia para receber apoio psicológico.

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