Parte III - Os benefícios do exercício na função cognitiva

E como o prometido é devido, na última parte desta série de artigos vamos explorar como é que o exercício pode melhorar a função intelectual e quais os processos envolvidos nessa melhoria.

Explicando o porquê. Como é que isso acontece? 

O cérebro, tal como todos os músculos e orgãos, é um tecido e a sua função diminui com a subutilização e com a idade. A partir dos 30 anos, a maior parte de nós perde cerca de 1% do volume do hipocampo, uma região do cérebro fundamental no desenvolvimento da memória e da aprendizagem.

O exercício parece fazer abrandar ou reverter este processo, tal como acontece com os nossos músculos. Antigamente pensava-se que nascíamos e morríamos com um determinado número de células no cérebro, mas a partir de várias descobertas nos anos 90 descobriu-se que é possível fazer crescer novas células e formar novas ligações através de um processo chamado neurogénese. Segundo as últimas investigações em neurociência e parafraseando o Prof. John Ratey da Harvard Medical School, “não há nada melhor que o exercício para estimular a criação de células novas.” Ou seja, quando pensamos / aprendemos formam-se novas células, mas quando fazemos exercício, formam-se muito mais células.

Ainda não é totalmente claro como isto acontece, o que se sabe é que a nível molecular, vários estudos efetuados em ratos indicam que o exercício estimula um dos fatores de crescimento mais poderosos do cérebro, o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (em inglês Brain Derived Neurotrophic Factor ou BDNF), uma substância que fortalece as ligações entre as células e que estimula a neurogénese, i.e, a formação de células novas no cérebro. Pense no BDNF como um fertilizante que vai ajudar os nossos neurónios a se desenvolverem.

Apesar dos cientistas não conseguirem determinar efeitos similares nos nossos cérebros e admitirem que pode haver outras explicações para aquilo que acontece no nosso hipocampo quando fazemos exercício, eles descobriram que a percentagem de BDNF aumenta na corrente sanguínea após a realização de uma sessão de treino.

Conclusão

Além de melhorar a composição corporal, a auto-estima, a forma como nos sentimos, reduzir os efeitos tóxicos do stress, fortalecer os músculos e ossos, e melhorar vários marcadores inflamatórios associados às doenças crónicas, o exercício físico pode também ajudar a melhorar a capacidade intelectual. 

Portanto, se ainda está na dúvida se deve treinar ou não, aqui tem mais um bom motivo para continuar a treinar (mesmo nos dias em que tem mais preguiça) ou para começar a treinar. E se o seu problema é falta de tempo, falta de motivação, ou simplesmente está farto(a) de fazer sempre o mesmo programa de treino, a única coisa que precisa de fazer é entrar em contacto comigo ou com a Gnosies para lhe orientarmos da melhor forma. 

Até para a semana e até lá…bons treinos!

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