O poder do treino miofascial

A solução preferida de muitos desportistas para revitalizar o organismo

Alguns atletas de alta competição, nacionais e internacionais, recorrem ao treino miofascial para ajudar o corpo a recuperar e para contrariar lesões. Saiba em que consiste.

A fáscia é uma rede que existe no nosso corpo idêntica a uma teia de aranha que tem como principal função a conexão de estruturas que ligam os componentes do organismo, nomeadamente músculos, órgãos, veias e artérias.

O trabalho miofascial vai atuar ao nível da fáscia e é útil sempre que se tem dor, como prevenção de rotinas profissionais ou desportivas. Os seus resultados, tanto em atletas como em praticantes não profissionais, são francamente impressionantes. «Tenho visto casos de parcial ou mesmo total recuperação de vários grupos musculares e de mobilidade», refere Bruno Brito, personal trainer de pilates e treino funcional.

O treino miofascial envolve todos os movimentos que os músculos desempenham. Trata-se da manipulação e pressão local, com vista ao aumento do aporte sanguíneo, dos nutrientes celulares otimizando a informação do local para o cérebro e vice-versa, processo também conhecido como informação aferente e eferente.

Este tipo de treino pode ser executado com rolos e ou manualmente. Os rolos são cilindros com aproximadamente 10 centímetros de diâmetro e entre 30 a 80 centímetros de comprimento, revestidos a borracha com nervuras distintas que, por pressão aplicada pelo próprio utilizador, são capazes de ativar com maior ou menor eficiência o tecido miofascial.

Cuidados a ter

O trabalho do tecido miofascial deverá ser iniciado por um profissional habilitado que fará previamente uma avaliação postural e um questionário clínico e desportivo. Há uma lista de mais de 30 pontos no corpo humano nos quais não se pode executar. «Grávidas (nos primeiros três meses de gestação), doentes oncológicos e pessoas que tenham sofrido aneurismas não podem realizar este tipo de tratamento», adverte Bruno Brito.

A frequência recomendada

A libertação miofascial está indicada todos os dias antes e depois do treino ou depois de um dia de trabalho desgastante. «Nalguns casos, como o do treino intervalado intenso seguido de descanso, poderá também ser feito durante a própria atividade»,esclarece ainda o personal trainer.

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