Sal e vinho

Há casamentos felizes. Comecemos por um aperitivo – o sal, muito utilizado na preparação preliminar da refeição é, de modo muito comum, o motor do apetite. Nestes casos, pode compensar divinamente essa pitada de sal, por exemplo, com um borbulhante espumante meio seco, para o despertar, muito fresco. Vai mantê-lo em aberto para a sugestão seguinte.

Tirará as suas próprias conclusões, mas num prato em que se sente mais o sal natural, não hesite em acompanhar com um bom vinho encorpado mas jovem, irreverente e com taninos muito abertos.

- Se comer um cozinhado demorado, de uma compleição que o marca, muito apurado, em que o sal cozinhou longamente e se entrosou em cada ingrediente, pois combine com um vinho maduro no tipo e na idade, que lhe fará mais do que uma companhia.

- Se lhe apetecer comer levemente um peixe grelhado, em que só coloca o sal na mesa – se possível, use umas escamas de flor de sal bem escolhidas –, nesse caso não hesite em beber um branco maduro, um pouco refrescado, mas não muito, permitindo-lhe saborear o derreter do sal, dentro da boca…

- As ligações do sal ao vinho são evidentes, mas uma é de uma sofisticação gastronómica notória: saiba que existe uma empresa francesa, Le Tresor, que faz envelhecer o sal em cascos de carvalho que albergaram vinho Chardonnay durante sete anos.

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