Don Macaron

Nasceu um novo projecto em torno das “bolachinhas” doces e coloridas. A Don Macaron traz sabor a novidade e a arrojo. Há macarons de tamanho familiar, outros minis, uns sabem a broas de mel, outros a champanhe. Há, também, os sabores clássicos. Isto numa empresa que, por agora, aposta nas encomendas on-line.

A enciclopédia Larousse Gastronómica não o esquece, traçando a paternidade do Macaron. Fixa a data da criação desta “bolachinha”, verdadeiro camaleão de cor e sabor, crocante, à primeira dentada, revelando depois um interior macio. Terá sido em 1791, num convento francês, que o tetravô dos actuais macarons nasceu. Um facto não consensual. Aos macarons é apontada outra origem: a Itália. Nesta versão, a entrada em terras gaulesas dos maccherone dá-se no século XVI com Catarina de Médici ao casar com Henrique II. 

Mais tarde, o génio do pasteleiro Pierre Desfontaines traz a modernidade ao doce. Une com creme os dois discos da bolacha. Uma história que inclui muitas viagens. O Macaron deu pulos continentais, para chegar às Américas, ao Japão e Coreia do Sul.

Portugal não ficou imune à explosão de sabores deste membro da pastelaria que parecendo um suspiro, um biscoito, uma bolacha não o é verdadeiramente, embora tenha um pouco de todos eles.

No nosso país nasceu recentemente um novo projecto em torno dos macarons. Miguel Castro Santos e Liliana Pinto lançaram-se na marca Don Macaron, um território de sabores que não é novidade para estes empreendedores. A Liliana esteve ligada a uma outra marca de macarons. «Por incompatibilidade», como explica o marido Miguel Castro, saiu do primeiro projecto. Surge, assim, uma marca, conceito e produtos novos. Dois exemplos? os mini-macarons e o “bolo” macaron. Um parente gigante das “bolachinhas” mais pequenas. Um XL com 30 cm de diâmetro, que chega aos dois “andares”, e que se corta às fatias.

Pequenos ou grandes os macarons estão a ser produzidos em parceria com a fábrica da marca “Biscoitos da Quinta”, embora com a “supervisão directa de Liliana Pinto”, esclarece Miguel Santos.

Da linha de produção saem, neste momento, duas opções a nível dos sabores: os “normais”, com incursões pelo morango, baunilha, frutos do bosque, café, canela; e os “especiais”. Os macarons assumem, aqui, arrojo: broas de mel, cheesecake, after-eight, champanhe, oreo, manga, ovos-moles, entre outros. «Temos ainda para situações pontuais como casamentos, baptizados ou outros eventos, os macarons personalizados, com o sabor que o cliente quiser”, acrescenta Miguel Santos.

Por agora a Don Macaron aceita encomendas directas on-line (donmacaronlisbonne@gmail.com) e também por telefone (912 812 316), com posterior entrega ao cliente. Os pontos de venda, em superfícies comerciais estão perspectivados para Setembro e Outubro deste ano.

Vendidos à unidade ou em caixas de seis (ainda em sacos de celofane com 2 ou 3 macarons, ou caixa pequena, para eventos). O preço varia entre 1,00 e 1,15 euros/unidade, de acordo com o sabor escolhido. No caso dos mini-macarons o valor é de 0,80 euros /unidade. Isto se não forem maracons personalizados. “Esses carecem de orçamento prévio”, explica Miguel.

Produtos que, de acordo com o responsável da Don Macaron, se destinam a um “nicho de mercado que valoriza o gourmet e ao mesmo tempo aprecia a qualidade artesanal. Não se trata de um produto massificado”.

O futuro da Don Macaron, para além da venda directa em espaços próprios e a aposta na vertente eventos, traz uma vontade: a do estabelecimento de parcerias comerciais com lojas dedicadas a produtos gourmet.

Jorge Andrade

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