As origens da cozinha em 80 histórias muito comestíveis

A origem de receitas tão portuguesas como o Bacalhau à Gomes de Sá, os ovos-moles e o Pudim do Abade de Priscos são desvendadas no novo livro do crítico gastronómico Fortunato da Câmara. Estas, entre 80 outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia com sabor nacional, mas também internacional em “Os Mistérios do Abade de Priscos”.

Sabia que Lasanha, a “mãe” das paste alla italiana nasceu numa cozinha grega?  Ou que a famosa sobremesa Tiramisú quer dizer literalmente “anima-te” e a sua paternidade é disputada em Itália? Que as tirinhas de bife com natas, a que chamamos Stroganov, são um prato que tem origem numa das mais importantes famílias aristocratas da Rússia, de apelido Stroganov?

As respostas a estas, entre oito dezenas de perguntas, encontramos no livro “Os Mistérios do Abade de Priscos” (edição A Esfera dos Livros). Não se trata de uma obra de História, nem de um compêndio com receitas. Trata-se de um título onde o crítico gastronómico Fortunato da Câmara nos conta, depois de uma exaustiva e original pesquisa, histórias desconhecidas e curiosidades apetitosas de algumas iguarias, pratos, ingredientes que estamos habituados a degustar, com prazer no dia-a-dia, sem questionar o porquê da sua designação, a sua origem geográfica ou as figuras a eles ligados.

Entre as histórias incluídas neste “Os Mistérios do Abade de Priscos”, está a do famoso clérigo.

Versa assim: “Um pudim de ovos com toucinho é a mais conhecida, e única, obra de um pároco de uma aldeia minhota, escrita e cozinhada de cor há mais de cem anos pelo palato de milhares. São 15 gemas de ovo, uma calda de açúcar com 50 gramas de toucinho fresco e vinho do Porto, uma forma forrada com caramelo, uma hora ao lume em banho-maria – paciência e gulodice – e já está.

O seu criador foi Manuel Joaquim Machado Rebelo, mais conhecido como Abade de Priscos. Um homem de alguns mistérios, um deles, o desaparecimento do livro de receitas que pensava publicar no final dos seus dias.

Fortunato da Câmara (n. 1977) frequentou o curso de Produção Alimentar em Restauração da Escola Superior de Hotelaria do Estoril. Iniciou-se em 2006 na escrita de gastronomia no Semanário SOL. Foi responsável pelas rubricas «Acabado de chegar», «Baú de sabores» e «Encontro de Tradições». O seu primeiro livro, Alimentos ao Sabor da História - Receitas e Curiosidades (Colares Editora), foi distinguido nos Gourmand World Cookbooks Awards como o melhor de Portugal em 2011 na categoria «Culinary History». Atualmente é colaborador na área de gastronomia da revista Fugas do jornal Público.

Esta obra chega aos escaparates ao preço de 19,00 euros.

 

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