Salada de cavala ganha concurso

Ana Luisa Sá, aluna da ESTH Seia, foi a grande vencedora do passatempo “O Mar ao meu gosto” organizado pela Fileira do Pescado.

O desafio era arriscado: criar uma receita original, elaborada com pescado português, que fosse de execução fácil, nutritiva e custasse menos de 2 euros por pessoa. O primeiro prémio revelava-se aliciante para os estudantes de hotelaria e restauração: um mês de estágio com o chefe José Avillez, mais 500 euros em material para a escola. Até as menções honrosas tinham direito a um prémio de 300 euros para a escola, mais estágios para os alunos nos restaurantes Taberna 1300, com o chefe Nuno Barros, Yeatman Hotel com o chefe Ricardo Costa, e Alma, com o chefe Henrique Sá Pessoa.

Depois de muitas receitas apresentadas, a Fileira do Pescado selecionou quatro para a grande final, realizada esta manhã (8 de maio) na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. A receita eleita como a melhor foi a Salada Fria de Cavala com Maionese de Enguias, de Ana Luisa Loureiro Pinto de Sá.

As menções honrosas foram distribuídas por José António Morais e Silva (EHT Estoril) com as suas Lascas de Bacalhau em Cama de Carolino; Ruben Rocha Pereira (EFHT Ponta Delgada), que fez Ceviche de Chicharro com Caldo de Erva Príncipe; e Carlos Daniel Vasconcelos Nunes (EHT Portimão) autor de A Minha Açorda Com Pescada.

O júri, composto por José Avillez, Alexandra Bento (bastonária da Ordem dos Nutricionistas) e Ana Paula Queiroga (representante da Fileira do Pescado), avaliou não só a apresentação dos pratos como a técnica e a confeção dos mesmos. “Há três níveis de análise para quem está a comer: temperatura, tempero e cozedura”, explicou José Avillez, que defende o total aproveitamento dos alimentos e é contra o desperdício no prato.

Para Alexandra Bento, “há muitos falsos conceitos em volta da alimentação”. Um deles é que o peixe em conserva é mau para a saúde, outra é de que todo o bom peixe é caro e outro é o não saber cozinhar. A nutricionista desfaz todos estes preconceitos de uma vez. “O consumo de conservas só é mau se a pessoa tiver alguma doença que deve evitar as gorduras. Mesmo assim, há conservas em água (mais saudáveis) ou com diferentes qualidades de gordura, em azeite e em óleo. Basta escorrer bem a gordura e servir a conserva com batata e legumes cozidos”, exemplifica. Quanto à questão do preço, Alexandra Bento defende que “todos os peixes são bons, mas se quisermos hierarquizar em termos nutricionais, temos a sardinha, o carapau e a cavala, peixes da nossa costa com baixo preço” que são, porém “pouco consumidos”.

Finalmente, se tivesse de escolher um prato fácil de cozinhar e económico, a especialista não hesita: “a cavala dá uma caldeirada interessantíssima, leva de tudo para dentro do tacho -  o peixe, os legumes… nada se perde do seu valor nutricional”.

 

Ana César Costa

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