Já reparou no preço das curgetes? A culpa é do mau tempo e das leis da economia

O frio que se fez sentir nas principais zonas de produção europeias fez com que a produção de curgete diminuísse e o seu preço aumentasse. São as leis da economia. E não, a curgete não está em vias de extinção.
créditos: Pixabay

O mau tempo em Espanha e em França - leia-se o frio intenso que se fez sentir no último mês e as inundações no sul da Europa - está a fazer subir os preços dos vegetais e a racionar a venda de legumes em alguns países da Europa.

Segundo a Euronews, no Reino Unido, a compra de alfaces está limitada a três por pessoa em pelo menos três cadeias de supermercados – a Tesco, a Morrisons e a Sainsbury.

Esta restrição junta-se à já existente sobre brócolos e beringelas. A oferta de curgetes também diminuiu, o que provocou um aumento exponencial no preço deste legume.

A culpa é de uma regra básica do mercado: menos oferta com igual ou mais procura provocam aumento dos preços.

"O preço subiu devido à lei da oferta e da procura. Nesta época do ano, na Europa, apenas se consegue produzir curgete no sul de Espanha, zona que também este ano foi afetada por temperaturas bastante baixas o que diminuiu significativamente a sua produção. O preço da produção subiu cerca 200% durante uma semana", explica o produtor Paulo Tavares, responsável comercial da Quinta do Celão.

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No entanto, o produtor alerta: "Os preços, entretanto, já regressaram para níveis normais para a época", garante.

As exportações espanholas de vegetais, que representam cerca de metade da exportação Europeia, caíram cerca de 30%.

Mas também em Portugal, a curgete escasseou. Se por acaso tiver a sorte de as encontrar no supermercado, vai reparar que estão mais caras. Se antes um quilo de produção nacional custava à volta de três euros, agora o preço já atinge os seis euros por quilo, o dobro.

"Com condições climatéricas normais a produção vai estabilizar", acrescenta Paulo Tavares, que descarta a hipótese da curgete estar ou ter estado em vias de extinção.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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