De pequenino se come o peixinho

A Fileira do Pescado continua a conquistar as crianças para o lado bom da saúde. Com jogos, experiências e petiscos, 150 alunos do ensino básico aprenderam a distinguir as principais variedades de peixe pescadas em Portugal.

O Pavilhão do Conhecimento acolheu algumas turmas de escolas da área da Grande Lisboa que vieram aprender mais sobre peixe. A iniciativa da Fileira do Pescado tinha como objetivo divulgar as vantagens do ómega-3, cujo dia internacional se assinalou a 12 de março.

PolvoEles perguntam sempre pelo salmão, esse peixe que vem das águas do mar do norte e que é tão popular hoje em dia. Talvez seja pela cor, talvez pela facilidade de retirar as espinhas, talvez pela publicidade que diz que ele é muito saudável.  Mas o salmão, apesar de também ser um bom peixe, não é nosso. “Há cinco principais espécies pescadas na costa portuguesa”, explica Tânia Pereira, da Docapesca, enumerando: “pescada, carapau, cavala, polvo e sardinha”. Na sua banca de peixe estão exemplares de todos eles, com exceção da sardinha que no inverno está em defeso e não deve ser pescada. A especialista chama a atenção para as diferenças estre as espécies, fala no brilho dos olhos e nas guelras, sinais de um peixe fresco. Entre ideias sobre o que é uma lota e a sustentabilidade (“não se deve comer petingas ou jaquinzinhos”, alerta), Tânia vai respondendo às perguntas dos alunos, sabendo à partida que o polvo é o que desperta mais curiosidade.

lasanha de bacalhauAntes de chegarem à banca de peixe, os meninos e meninas já passaram por uma “piscina” onde puderam “pescar”, eles próprios, alguns peixinhos a fingir. Ao lado, outro jogo envolve um dado gigante com direito a perguntas e respostas. Quer acertem, quer não, todos têm uma recompensa à espera: os petiscos preparados por Patrícia Borges, chefe residente da Docapesca. Hambúrgueres de cavala, nuggets com molho de citrino, wraps com cavala em conserva, lasanha de bacalhau com ananás, paté de pescada com queijo são algumas amostras que desaparecem da mesa, turma após turma. “Queremos dar a provar espécies ricas em ómega-3, como a cavala e outras", explica Patrícia.

O ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaeónico (DHA) são os ácidos gordos que os especialistas em alimentação relacionam com maiores benefícios para a saúde. Uma alimentação rica em ómega-3 facilita a absorção dos nutrientes, ajuda a prevenir doenças neurológicas e reduz a tensão arterial, entre outras vantagens.

Aos pais, a chefe aconselha a fazer pratos diferentes para além da habitual pescada cozida. “Escabeche de pescada, pescada frita, no forno, em lasanha ou empadão, com diferentes molhos a acompanhar…”, são alguns exemplos de como tirar o máximo proveito do peixe. “As crianças olham muito para o aspeto, para a decoração”, acrescenta a chefe que preparou umas bolachinhas de água e sal com patê a fazer lembrar umas joaninhas.

As opiniões dividem-se na hora de eleger o prato preferido, mas os nuggets quase desapareceram e a lasanha tem grande saída. Um workshop a repetir em caso de fome lá em casa.

 

Ana César Costa

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