As versáteis especiarias

Versáteis, as especiarias prestam-se às mais diversas utilizações. Há, então, que conhecer as suas características e a melhor utilização culinária.

Intensas, perfumadas, exóticas, afrodisíacas; ao longo de muitos séculos e atravessando inúmeras civilizações, as especiarias têm-se prestado às mais diversas apreciações.

Enriquecedoras de qualquer cozinhado, por vezes raras; outras valendo mais do que o ouro, as especiarias moveram impérios, impulsionaram conquistas, atravessaram oceanos, fazendo prosperar muitas nações europeias.
Actualmente, o acesso a estes verdadeiros tesouros da cozinha é bem mais fácil.

Fique a conhecer as especiarias, uma a uma:

Açafrão
Origem: Turquia.
Aparência: Muito delicado, com uma cor laranja, próximo a um dourado muito escuro. Obtêm-se dos estigmas de uma planta.
Na cozinha: Acompanha a paelha e bolos, embora se ligue a uma grande variedade de pratos: marisco, peixe, molhos e arroz.

Alcaparra
Origem: Bacia do Mediterrâneo.
Aparência: Planta com folhas espessas e brilhantes.
Na cozinha: Botões inteiros de alcaparra utilizados nos guisados e pratos de carne de ovelha. Condimentam molhos, acompanham bem peixe e equilibram cozinhados salgados.

Aneto
Origem: Norte da Europa e Rússia.
Aparência: Planta alta com talo comprido, até 2 metros de altura. Possui flores e sementes que são utilizadas.
Na cozinha: As sementes podem ser utilizadas em bolos e sobremesas. As folhas, menos amargas que as sementes, podem adicionar-se a pratos de peixe, saladas e molhos.

Aipo bravo
Origem: Europa.
Aparência: Caules enrugados com folhas verdes.
Na cozinha: As sementes são bastante amargas, utilizando-se, como tal, em quantidades muito pequenas em sopas, guisados. Podem, ainda, ser moídas e adicionadas a sal.

Açafroa
Origem: Indeterminada.

Aparência: De cor ligeiramente mais baça que o açafrão e mais alaranjada.
cozinha:Pode-se utilizar como substituto do açafrão, embora com um sabor um pouco mais amargo.

Alcaravia
Origem: Europa e Ásia.
Aparência: Planta de pequeno porte com flores brancas ou cor-de-rosa.
Na cozinha: Folhas consumidas frescas em saladas. As folhas, picadas, condimentam molhos de natas. As folhas com caules podem ser adicionadas a sopas e guisados. As sementes adicionam-se a doces e óleos, assim como licores. Moídas, as sementes, utilizam-se no caril em pó, em bolos e pão.

Alcaçuz
Origem: Europa e Ásia.
Aparência: A raiz, colhida, cozida em água a ferver e filtrada, resulta num sumo que, depois de arrefecer, solidifica num bolo negro.
Na cozinha: Acrescenta sabor às cervejas e licores. Usa-se como doce.

Anis estrelado
Origem: Extremo asiático.
Aparência: A forma do fruto é uma estrela com oito pontas. O anis estrelado é o fruto da árvore.
Na cozinha: Utiliza-se em pratos picante, especialmente pato e porco. Adicionam-se sementes ao chá e café para intensificar sabor.

Baunilha
Origem: América do Sul.
Aparência: Vagem da orquídea trepadeira.
Na cozinha: Aromatiza o chocolate, cremes, gelados, bolos, arroz, pudins, mousses.

Cássia
Origem: Ásia.
Aparência: Muito semelhante à canela.
Na cozinha: Condimenta doces, molho de caril e pratos picantes.
Outras designações: canela-chinesa.

Canela
Origem: Ásia.
Aparência: A árvore é de grande porte. As folhas possuem nervuras comprida verde-escuras. Flores amarelas e pequenas. A casca é a parte utilizada.
Na cozinha: Em bebidas quentes e aromáticas.

Coentro
Origem: Bacia do Mediterrâneo.
Aparência: Planta com flores delicadas brancas e cor-de-rosa.
Na cozinha: Folhas aromatizam pratos condimentados e sementes para condimentos e conservas. As sementes inteiras acompanham peixe cozido, massas e bolos. As sementes moídas adicionam-se a molhos, caril e carne assada.

Cominho
Origem: Médio Oriente.
Aparência: Desenvolve-se a partir do fruto em forma de semente. O cominho indiano existe em duas variedades: a branca e a preta.
Na cozinha: Utiliza-se em misturas picantes e integra o cuscuz. Condimenta carnes e queijos. Sementes torradas e acrescentadas a pratos de carneiro.

Curcuma
Origem: Índia.
Aparência: Especiaria aparentada com o gengibre, obtendo-se das raízes de cor laranja-brilhante.
Na cozinha: Entra no caril em pó. Acrescenta-se ao arroz cozido para o colorir. Utiliza-se em molhos.

Cardamomo
Origem: Diversas proveniências.
Na cozinha: Usa-se em molhos de caril, aromatiza molhos, pães, bolos e massas.

Cravo-da-Índia
Origem: Ilhas Molucas.
Aparência: A especiaria constitui-se pelos botões secos da flor do craveiro. Possui cor castanho-avermelhada.
Na cozinha: Utiliza-se inteiro ou em pó. Aromatiza molhos de caril, caldos, molhos, conservas, vinhos doces, carne picada, pratos de carne, peixe, entre outras aplicações.

Erva-doce
Origem: Médio Oriente.
Aparência: Sementes muito pequenas, castanho claras.
cozinha:Folhas frescas aromatizam molhos de caril e condimentam pratos de carne. Aromatiza doces e licores.
Outras designações: Anis.

Funcho
Origem: Indeterminada.
Aparência: Folhas da planta plumosas.
Na cozinha: Adiciona-se a saladas. Sementes secas utilizada para fazer um chá refrescante e adicionam-se a pratos de peixe. Caules secos, podendo ser picados e colocados dentro de um frango que vai a assar.

Grãos do Paraíso
Origem: Africa Ocidental.
Aparência: Pequenas sementes castanhas com forma piramidal.
Na cozinha: Grão picante que pode acompanhar a pimenta-preta. O ideal é moer o grão em casa.
Outras designações: pimenta-melegueta, grãos da Guiné.

Galanga de Java
Origem: China
Aparência: Rizoma com nódulos muito semelhantes ao do gengibre. Sabor picante.
Na cozinha: Em pó acrescenta-se a pratos com caril, ou para condimentar molhos.
Outras designações: Galingale, gengibre siamês.

Galanga
Origem: China.
Aparência: Raízes castanhas por fora e cor de laranja no interior.
Na cozinha: Adiciona-se a qualquer prato picante, substituindo o gengibre fresco.
Outras designações: Galanga menor, raiz da China.

Gengibre
Origem: Ásia tropical.
Aparência: Raiz grossa e fibrosa.
Na cozinha: Utilizado para condimentar pratos picantes, principalmente carne. Comercializa-se sob a forma cristalizada, em conserva, fresco, seco, em pó.

Mostarda (muitas variedades)
Origem: Mediterrâneo Ocidental.
Aparência: Planta com cerca de 1 metro de altura, com flores de um amarelo brilhante. Sementes castanhas.
Na cozinha: Sementes moídas e utilizadas como especiaria picante para elaborar mostarda, acompanhando carnes frias, queijos; servindo de condimento para molhos. As sementes inteiras podem utilizar-se em molhos de caril picantes. As folhas novas podem ser cozinhadas ou adicionadas a saladas.
Outras designações: mostarda-negra, mostarda-castanha, entre muitos outros tipos.

Murta
Origem: Norte de África, sul da Europa e Médio Oriente.
Aparência: Provém de um arbusto de grande porte. Flores de cor creme, com bagas azul-escuras. Frutos são designados murtinhos.
Na cozinha: Ramos e folhas assados conferem à carne um sabor delicado e picante. As folhas secas recheiam aves de caça e dão sabor a guisados e assados.

Nigella
Origem: Ásia e Médio Oriente.
Aparência: Sementes pretas.
Na cozinha: Sementes dão sabor aos molhos de caril, molhos diversos, pratos de carne, conservas e vegetais cozidos. Serve como condimento para pratos de peixe. As sementes podem condimentar pão e massas, conferindo-lhes algum picante.
Outras designações: Flor de noz-moscada, cominho negro, coentro romano, flor de funcho.

Noz Moscada
Origem: Trópicos.
Aparência: Assemelhando-se a uma noz comum, nunca é utilizada inteira, mas antes ralada.
Na cozinha: Utiliza-se, ralada, sobre pudins, cremes e gelados. Cai bem em bebidas quentes. Utiliza-se em massas de bolos aromáticos e biscoitos.

Pimentões doces
Origem: América.
Aparência: Frutos inicialmente com cor verde e, depois, tonalidades vermelhas ou amarelas, ao amadurecerem.
Na cozinha: Em saladas, quando cortados às fatias. Podem ser fritos, acompanhando molhos de carne. A polpa seca e moída origina a paprika. Os pimentões podem ser grelhados e consumidos como acompanhamento.

Pimentões picantes
Origem: América do Sul.
Aparência: Frutos esguios e de um intenso vermelho, amarelo, verde ou mesmo preto.
Na cozinha: Podem ser grelhados e ingeridos quentes. O pó de caiena resulta de uma mistura de pimentões picantes maduros e pequenos de diversas origens, adicionados cominhos, manjerona ou alho.

Pimenta
Origem: Costas do Malabar.
Aparência: Na natureza bagas verdes. Depois de amadurecidas ficam vermelhas. Colhidas e mergulhadas em água para se separarem da casca. O grão interior, depois de seco, torna-se na pimenta branca. As bagas verdes são denominadas pimenta verde e as maduras designadas pimenta rosa.
Na cozinha: Adiciona-se a pratos picantes, a molhos e a conservas picantes e marinadas.

Pimenta de caiena
Aparência: Pó ocre e muito fino.
Na cozinha: Utilizada em pratos picantes.
Outros nomes: as al mirch (na Índia), pisihui (Sudoeste asiático)

Quássia
Origem: Diversas proveniências.
Aparência: Na natureza, árvore de grande porte com pequenas flores amarelas. A madeira, em aparas, aromatiza vinhos e cervejas.
Na cozinha: Gosto muito amargo, adiciona-se, normalmente, a álcool.
Outras designações: Cássia jamaicana, freixo amargo.

Rábano picante
Origem: Europa ocidental.
Aparência: Planta verde-escura com flores brancas. A raiz deve ser colhida fresca.
Na cozinha: A raiz tem um sumo bastante activo. Pode-se adicionar a este natas e vinagre, confeccionando um molho para peixe ou para a carne assada. Adicionando maçã, ao ralar a raiz, torna-a mais suave ao paladar.

Sésamo
Origem: Índia, Indonésia, África e China.
Aparência: Flores que se transformam em sementes com cerca de 2 cm.
Na cozinha: As sementes salpicam-se pão e bolos. Torradas, as sementes podem ser adicionadas a vegetais e molhos à base de queijo. O óleo de sésamo tem múltiplas utilizações.<

Tamarindo
Origem: Ásia tropical.
Aparência: Vagem grande e escura que cresce no tamarindeiro.
Na cozinha: A pasta de tamarindo pode-se adicionar, depois de tratada, aos molhos de caril, carne e peixe. O tamarindo existe, ainda, sob a forma moída e seca.

Zimbro (diversos tipos)
Origem: Diversas proveniências.
Aparência: Na natureza um arbusto de pequeno porte ou árvore de reduzidas dimensões. Possui cones cujos frutos femininos se transformam em bagas. Ao fim de três anos passam de verdes a pretas.
Na cozinha: Aromatiza o gin. As bagas secas são adicionadas aos patés, aos pratos de caça, à carne de veado e às marinadas. As bagas frescas servem para conservas que acompanham carnes frias. As folhas, frescas ou secas, utilizam-se em peixe grelhado

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