Pulseiras portuguesas dão a volta ao mundo

Acessórios com mosquetões e nós náuticos da Cabo d’Mar já são vendidos em 13 países

Mário Maciel perde o fio à meada quando relata os lugares onde as pulseiras Cabo d’Mar estiveram nos últimos tempos e as feiras que se seguem. Itália, Nova Iorque, Las Vegas, Tóquio... «Tem sido um ritmo alucinante, agora só queríamos umas férias», desabafa. Se alguém tivesse augurado que as pulseiras, que começaram a ganhar vida com Luís Filipe Cândido e em que Mário Maciel e, outro amigo, João Paulo Rodrigues, alinharam, se tornariam um acessório de moda vendido no mundo inteiro, não iriam acreditar nem em sonhos.

Os três amigos de Viana de Castelo partilham a paixão pelo mar (entre o surf e a vela) e têm outras profissões mais sérias, mas num ápice viram «a brincadeira tornar-se num projeto», referem. As pulseiras de cabos coloridos, a que juntaram mosquetões, manilhas e nós náuticos, soltaram amarras e vendem-se em 13 países, da Europa às Caraíbas, em 56 pontos de venda, que, em menos de um mês, vão ser 75 com a comercialização já assegurada nos EUA.

«E já temos propostas do México, Canadá e Brasil, mas neste último caso, temos de avaliar se temos capacidade de produção», admite Mário Maciel. As primeiras pulseiras foram reveladas numa página do Facebook em 2012 e o plano de negócios, já este ano, estima que ultrapassem «os 250 mil euros de receitas, que podem tornar-se num milhão de euros se avançarmos com os novos modelos de prata», diz o empresário.

Incentivados por Jeremy Hackett, o fundador da Hackett London, com quem se cruzaram na feira Pitti Uomo, em Florença, levaram a história do navegador João Álvares Fagundes aquém e além-mar. Diz a lenda que numa expedição marítima à Terra Nova, o homem terá caído ao mar gelado quando confirmava o número de nós e terão sido estes a salvar-lhe a vida. Desde esse dia, o aventureiro fez do cabo um amuleto, que serviu de inspiração aos três sócios.

Juntaram-lhe «a cor e a iconografia a da região», sublinham. Atualmente, a Cabo d’Mar conta com um armazém, no centro de Viana do Castelo, onde cinco pessoas se dedicam à produção dos modelos. Às pulseiras juntaram-se porta-chaves, lenços de bolso e laços e, na próxima coleção, a linha de acessórios vai ser assinada pelo estilista Fernando Nunes, ligado à Lion of Porches.

Em meados de 2014, as pulseiras da Cabo d’Mar, foram adotadas como as pulseiras oficiais do Portugal Open e, na calha, já há novas parcerias, enquanto levam o nome de Portugal pelo mundo fora. Mas também aqui o segredo é a alma de um negócio bem sucedido…

Texto: Sandra Nobre

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