O homem quer-se ou não peludo?

Uns são adeptos da remoção total ou parcial de pelos e outros não estão nem aí. Em relação às mulheres, as opiniões também se dividem. Veja o que dizem dois especialistas em imagem

As mulheres depilam pernas, coxas, braços e axilas, púbis e virilhas, buço e pelos do rosto. E os homens? A procura de serviços de depilação cresceu exponencialmente na última década com a perda de preconceitos por parte dos homens, conscientes de que o mito que o homem quer-se peludo já não é verdade. De facto, cerca de 80% das mulheres sentem-se atraídas pelo peito masculino sem pelos.

Essa é, pelo menos, a conclusão de um estudo elaborado com base num questionário levado a cabo pela marca Philips em 2009. De acordo com este mesmo trabalho, as zonas masculinas mais tratadas são a púbis, o peito e as axilas. Também optam por eliminar os pelos das sobrancelhas e dos ouvidos, enquanto as pernas à ciclista, sem pêlos, vão ganhando cada vez mais adeptos.

Mas realmente, a depilação em homens é mais complexa e longa, requer um protocolo especial, sessões a cada três meses no primeiro ano, a cada quatro meses no segundo, a cada seis meses no terceiro e uma vez por ano a partir do quarto. A maioria dos consultores de imagem aprova e valoriza, contudo, o esforço.

«Ainda é daqueles que acham que o futebol é só para machos, novelas para as mulheres, que os homens não devem fazer a depilação, devem cuspir para o chão e mijar atrás de uma árvore?», escreveu mesmo Cláudio Ramos numa das crónicas que assinou no seu blog. Ele que também já tinha criticado publicamente Madonna por ter publicado nas redes sociais uma fotografia na qual surgia com as axilas peludas.

O fashion advisor Pedro Crispim também é defensor da remoção de pelos, um gesto que muitos homens continuam a fazer questão de não experimentar. «O homem português joga muito pelo seguro, não arrisca, acha que assim tem mais credibilidade e é muito preconceituoso. Embora já se vejam algumas nuances diferentes no look masculino, ainda existe muito pouca abertura do homem português ao cuidar da sua imagem», considera o manequim.

«Ainda existe preconceito em entrar num cabeleireiro e cuidar das unhas. [Muitos homens] ainda acham que vestir determinados tons está ligado a uma opção sexual, acham que os cuidados estão ligados ao foro feminino... É uma questão muito profunda que está ligado ao lado religioso e cultural e leva o seu tempo a desconstruir, mas estamos no bom caminho», considera Pedro Crispim, em declarações ao blog Beauty Market Makeup.

A remoção de pelos está, no entanto, longe de ser o único cuidado estético que os homens têm. Para descobrir um outro que tem crescido e que não para de ganhar terreno, clique aqui.

Texto: Madalena Alçada Baptista

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