Stella McCartney, Rihanna e Hermès dominam a passerelle em Paris

As peles sintéticas voltaram à passerelle parisiense pela mão de Stella McCartney num dia marcado pelos desfiles da coleção Fenty Puma assinada por Rihanna e da marca francesa Hermès.

A filha de Paul McCartney, defensora dos animais e vegetariana, apresentou uma coleção inspirada no universo equestre, apresentando looks de inspiração.

Stella McCartney, que fundou a sua marca em 2001, disse que as peles sintéticas agora "parecem tão boas" que se questiona "por que é necessário continuar a utilizar" as dos animais. Por isso batizou as suas criações de "pele livre de pele".

Na coleção de outono-inverno predominam os cinzas e os estampados com xadrez num estilo sóbrio e elegante.

A estilista destaca também "uma nova encarnação do sutiã pontiagudo", que remete irremediavelmente para o famoso corpete de Jean Paul Gaultier e para a cantora Madonna.

O desfile entrou em sintonia com o protesto que estava a decorrer em frente à Torre Eiffel organizada pela PETA e que se manifestou o seu desgrado contra o uso de peles na Semana de Moda de Paris.

Várias militantes posaram em lingerie, com máscaras de animais e placas com as frases "não sou lã", "não sou couro" e "não sou pele".

Rihanna e o estilo universitário

Fora do programa oficial do evento, a cantora Rihanna apresentou a sua nova coleção Fenty Puma, dominada pelo tartan, os looks assimétricos e o estilo desportivo.

A passerelle foi transformada numa mesa de biblioteca com lâmpadas verdes, no mais puro estilo universitário, por onde os modelos desfilaram looks em xadrez, casacos volumosos e sweats com capuz.

O amarelo e laranja foram conjugados com azul marinho em looks mais desportivos, com letras e números estampadas nas peças onde ler Puma, Fenty ou 1988, a data de nascimento da cantora.

A atriz Salma Hayek e o marido François-Henri Pinault, proprietário do grupo de luxo Kering, assistiram ao desfile.

Hermès fora da caixa

"Queria desbloquear a percepção que se têm da Hermès, como se fosse rígida e séria, e mostrar algo mais vibrante. Por isso utilizei roupas inesperadas como as luvas e os estampados de caxemira", admitiu a diretora artística da marca, Nadege Vanhee-Cybulski.

Com o objetivo de apresentar um "quadro impressionista", a estilista apresentou uma coleção em tons de bege salpicados por estampados vermelhos, onde constavam peças como saias lápis, cintos largos e botas altas de pele com atacadores.

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