Organização da ModaLisboa faz balanço “altamente positivo” de edição no Centro Cultural de Belém

A diretora da ModaLisboa fez um “balanço altamente positivo” da edição que hoje termina no Centro Cultural de Belém, realçando que o espaço que acolheu o evento é mais amplo e possibilita mais espectadores nos desfiles.

“Ainda não acabámos, ainda faltam desfiles de peso, importantes. No entanto, o balanço até agora é altamente positivo. Acho que está toda a gente muito contente com este espaço e que proporciona melhor qualidade de trabalho a toda a gente porque é mais amplo, muito luminoso e com uma energia muito positiva e espaçoso”, disse Eduarda Abbondanza à agência Lusa.

De acordo com a responsável, a alteração do local do evento – que nas últimas edições decorreu no Pátio da Galé – foi “muito importante”.

“Há ano e meio que estávamos a tentar encontrar um sítio onde pudéssemos crescer e, de alguma maneira, agilizar os serviços para toda a gente que trabalha aqui”, assinalou.

Nesta 48.ª edição, que decorre sob o tema “Boundless” [Ilimitado, em português], estão presentes oito ‘designers’ da plataforma de jovens criadores Sangue Novo e 19 marcas de vestuário de calçado. Três delas – Duarte, Eureka e Mustra – apresentaram pela primeira vez as suas coleções no evento.

Segundo Eduarda Abbondanza, em causa estão nomes de “segmentos muito diferenciados e isso é muito bom”.

“Duarte é um novíssimo [projeto], apenas vindo do Sangue Novo para o Lab, portanto foi o seu primeiro desfile e haverá ainda trabalho a fazer pela frente”, enquanto a marca italiana Mustra “entra por cima porque já existe há muito tempo, mas que agora, pelo seu posicionamento, se justifica (…) estar presente na ModaLisboa”, observou.

No que toca à marca portuguesa de calçado Eureka, “é um parceiro nosso e dos criadores há tanto (…), era uma vontade da marca há muito tempo e conseguiu-se realizar nesta edição”, acrescentou.

No que toca aos visitantes, a diretora da ModaLisboa escusou-se a apontar números, mas assegurou que “estão muito mais pessoas” do que habitualmente estavam no Pátio da Galé porque existe “uma área pública que tem feito uma ativação muito grande”, com iniciativas como conferências, loja temporária e mostra fotográfica.

Na edição de outubro, 20 mil visitantes passaram pelo evento.

Acresce que “aqui nós conseguimos amplificar a convocatória para os desfiles”, que apenas são acessíveis por convite, apontou.

“Conseguimos trabalhar de maneira mais generosa porque temos uma sala onde cabem mil e muitas pessoas”, explicou a responsável, indicando que a sala onde decorreu grande parte dos desfiles pode acolher até 1.400 espetadores. Outras apresentações aconteceram no Museu Coleção Berardo.

No Pátio Galé, a capacidade máxima era de 800 pessoas.

A próxima edição da ModaLisboa realiza-se em outubro no recentemente inaugurado Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII.

O espaço, que foi reabilitado para receber eventos culturais e desportivos, manteve os traços históricos, o que, segundo Eduarda Abbondanza, se relaciona com o evento, que é “nuclear na cidade de Lisboa”.

Veja tudo o que aconteceu nesta edição aqui.

Comentários