Miguel Vieira arranca aplausos da plateia no segundo dia da 45ª Modalisboa

O designer apresentou a coleção 'Mondrian' onde pretendeu revelar que tudo tem essência por trás da aparência. Este dia contou também com vários desfiles, tais como Saymyname, Ricardo Preto e Alexandra Moura, que apresentaram propostas para a primavera verão 2016.

Miguel Vieira inaugurou a passerelle da 45ª Modalisboa por volta das 21h30 e arrancou suspiros e aplausos do público com a sua coleção 'Mondrian'.

A expressão gráfica foi a principal fonte de inspiração da coleção, contando com entrançados manualmente que formam padrões que nos fazem lembrar os quadros de Mondrian. A sua representação, abstrata e minimalista consistia em mostrar que tudo tem essência por trás da aparência. É disso mesmo que trata esta coleção: revelar a essência de cada indivíduo que a veste.

Para mulher, combinação de uma silhueta minimalista e estilizada com uma silhueta mais clássica, presente na cintura demarcada, na altura dos vestidos e nos pormenores mais delicados. Para homem, fatos de alfaiataria de corte irrepreensível e forro com estampado geométrico personalizado desenvolvido em atelier.

Este segundo dia de Modalisboa começou bastante mais cedo do que o primeiro, às 14h30, com o desfile de Nair Xavier, da plataforma LAB, nos Paços do Concelho. A jovem designer apresentou a coleção "Ermo" que espelha a aridez dos desertos africanos, contrastando com a vibração do passado e presente. África como berço do mundo e início da consciência humana é a base desta coleção que nos leva num safari em busca da aventura pelo desconhecido. Cores neutras pautam o início da coleção, que passa por uma mistura de padrões geométricos e acaba nos tons fortes que aquecem a estacão.

Seguiu-se a designer Olga Noronha, que apresentou uma instalação com o nome 'Hair|lucination', que pretendia chamar à atenção para a ausência e perda de cabelo, por alopecia e efeitos secundários de tratamentos quimioterapêuticos. A iniciativa foi parcialmente patrocinada pela Reebok e dez pares de sapato foram postos a leilão, cujos lucros reverterão na totalidade para o IPO.
Já de volta ao Pátio da Galé foi a vez do designer Ricardo Andrez (LAB) mostrar as suas propostas para a próxima primavera/verão 2016. Na coleção 'In-Between' a transparência foi uma condição e um anfitrião para a cor. Como condição, torna-se aparente através de elementos naturais e materiais sintéticos. O designer explicou que algumas pessoas são caracterizadas como sendo "transparentes" na medida em que acreditamos que vemos através delas. Para quem não tem nada a esconder, a transparência é uma condição benevolente. Caso contrário, é como se a sua pele fosse feita de vidro, revelando tudo o que deve ser ocultado. Foi esta a mensagem passada através da sua coleção.

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