C&A. A marca de moda que continua a liderar na utilização de algodão biológico

A C&A voltou a ser considerada o maior utilizador de algodão biológico certificado do mundo. De acordo com o relatório da Textile Exchange, em 2016, 33% dos artigos de algodão vendidos pela marca foram fabricados com algodão biológico certificado.

Devido à compra de algodão certificado, a C&A poupou 136.899 litros de água, evitou o uso de 125.976 quilos de pesticidas, melhorou a qualidade de mais de 139.973 hectares de terra e impediu a emissão de 58,6 milhões de quilos equivalentes de CO2.

As conclusões foram apresentadas no relatório da Textile Exchange que compara os dados sobre os materiais sustentáveis utilizados por 94 empresas. H&M, Inditex, Nike e Decathlon são outras das marcas que se destacam por utilizar algodão orgânico nas suas coleções.

Para além do algodão biológico, a C&A também foi reconhecida como o terceiro maior utilizador de algodão mais sustentável, incluindo o algodão obtido de fontes subescritoras da iniciativa Better Cotton Initiative (BCI). Em 2016, a marca belga alcançou ainda o primeiro lugar em Fibras de Celulose sintéticas preferidas (incluindo a viscose, modal e lyocell), o que comprova o seu compromisso com o uso de fibras não provenientes de florestas antigas e ameaçadas, de acordo com a Canopy Style Initiative.

“Ser o retalhista número um no mundo no uso de Algodão Biológico e Fibras de Celulose Sintéticas é um grande orgulho e demonstra como a nossa estratégia de utilização de materiais sustentáveis está a ter uma influência decisiva. Como importante comprador de materiais agrícolas, como o algodão ou a celulose, comprometemo-nos a gerar melhores resultados para os agricultores, para as comunidades e para as florestas”, comenta Jeffrey Hogue, Diretor Executivo de Sustentabilidade da C&A.

Algodão Biológico: menos água, menos CO2

A C&A é pioneira na utilização de algodão biológico na indústria da moda. Há mais de uma década que a marca introduziu os primeiros produtos de algodão biológico na sua coleção. Em 2016, 33% do algodão utilizado contava com certificação de acordo com os padrões da Organic Content Standard (OCS) ou do Global Organic Textile Standard (GOTS). Além disso, 20% do volume total de algodão utilizado foi certificado como Better Cotton.

Comparado com o algodão convencional, o algodão biológico causa muito menos impacto no meio ambiente. É cultivado sem pesticidas, sem fertilizantes sintéticos nem organismos geneticamente modificados, requer o uso de menos 91% de água e reduz a possibilidade de aquecimento global em 46%.

No entanto, o algodão biológico representa apenas uma pequena parte da produção mundial de algodão. Por isso, a C&A, em conjunto com a Fundação C&A e outros parceiros a nível mundial, tem trabalhado para ajudar os agricultores a superar os obstáculos que não lhes permitem cultivar algodão biológico.

Em 2009, por exemplo, a C&A cofundou a iniciativa social CottonConnect, com o objetivo de conectar marcas e retalhistas com agricultores, criando assim uma cadeia de fornecimento transparente, formando os agricultores nas práticas agroeconómicas e apoiando a melhoria do sustento do agricultor e fortalecimento das comunidades agrícolas.

A C&A e a Fundação C&A também são sócios fundadores da Organic Cotton Accelerator, uma iniciativa de colaboração dentro da indústria para criar um setor de algodão próspero, mediante o uso das práticas de compra em benefício dos agricultores, melhorando o acesso a sementes agrícolas orgânicas de qualidade e assegurando a integridade do algodão orgânico através da cadeia de distribuição. A Fundação C&A fundou ainda outras iniciativas multilaterais, para impulsionar a produção e a utilização do algodão orgânico: Cotton 2040 e Organic & Fair Trade Cotton Secretariat.

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