Descobertas e conceitos que deram origem a marcas de beleza de sucesso

Nos bastidores da cosmética, circulam segredos e pormenores que se confundem com a história de empresas que lançaram produtos inconfundíveis. Saiba mais sobre a origem de algumas das suas marcas favoritas

Quando olha para as embalagens de cremes e outros produtos de beleza expostas nas lojas da especialidade, não imagina, na maioria dos casos, o que está por detrás das empresas que os desenvolveram e das formulações que comercializam. Saiba como surgiram e que descobertas e estratégias levaram algumas das marcas preferidas das mulheres portuguesas a tornarem-se num sucesso mundial.

A pioneira na dermatologia

Foi a primeira marca de cosmética criada por um dermatologista, Norman Orentreich, sob o conceito de que a pele ideal pode ser criada. A Clinique surgiu em 1968, em Nova Iorque. Chegou a Portugal antes do 25 de Abril de 1974, mas acabou por sair do país no período da revolução, só voltando em 1988. Passados todos estes anos, a marca mantém-se fiel às origens.

Todos os produtos são alergicamente testados e não contêm perfume. Cada fórmula é aplicada 12 vezes em 600 pessoas. Se uma dessas 7.200 aplicações resultar numa reação alérgica, o produto não é comercializado. Um dos produtos-estrela desta marca é o sistema de 3-Passos para os Cuidados da Pele (limpeza, esfoliação e hidratação), que ainda mantém a fórmula original.

O segredo? «Temos investido na otimização da penetração dos ingredientes na pele e sabemos que apenas uma pequena fração consegue, de facto, penetrar. Em Repairwear Laser Focus, incluímos um sistema de transporte das enzimas que garante que alcancem a sua zona de ação», referiu à Saber Viver Tom Mammone enquanto diretor executivo do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Clinique.

A marca icónica

Nivea significa «branco de neve» e deriva do latim nix e nivis, que significa neve. O nome foi inspirado na cor do primeiro produto da marca, o famoso creme da latinha azul. Nasceu em 1911, em Hamburgo, na Alemanha. Chegou a Portugal ainda antes da I Grande Guerra, em 1913, pertencendo ao grupo Beiersdorf, que detém marcas como a Labello, a Eucerin ou a La Prairie.

O logótipo da marca é tão singular que a maioria das pessoas reconhece-o, mesmo com a maioria das letras tapadas. «No Test Center são conduzidos mais de 1500 estudos de novas fórmulas de cuidado da pele e de novos ingredientes ativos, envolvendo todos os anos 21 000 contactos com voluntários», revelou, em tempos, João Nogueira da Silva, diretor de marketing de Beiersdorf.

O produto estrela da marca é o Nivea Creme. A sua cor deve-se à presença de eucerit, um ingrediente emulsionante que permitiu, pela primeira vez, misturar óleo e água numa solução estável. O segredo? A composição do azul Nivea, que é um segredo quase tão grande como a fórmula do Nivea Creme.

A cosmética exótica que vem do Brasil

Aproveitando o pouco movimento na sua farmácia, Miguel Krigsner dedicou-se à criação de cosméticos à base de produtos naturais. Batizou-os de O Boticário, antiga denominação de farmacêutico. Nasceu em 1977, em Curitiba. A primeira loja fora do Brasil foi inaugurada em 1986, no Centro Comercial Amoreiras, em Lisboa. Inicialmente eram usadas as campanhas publicitárias criadas no Brasil.

«Estávamos seduzidos pela criatividade e não tão atentos aos detalhes de uma língua comum mas por vezes bem diferente», explicou, em tempos, Daniel Knopfholz, diretor geral O Boticário em Portugal. Hoje, conta com mais de 3.000 lojas no Brasil e cerca de 600 pontos de venda internacionais.

Toda a linha nativa SPA com produtos de corpo, rosto e banho constituem um dos produtos-estrela da marca. O segredo? Aliar tecnologia com riqueza, exotismo e eficácia das matérias-primas do Brasil, como os óleos de açaí, maracujá e guaraná, adorados pela fragrância e toque seco.

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