Dermatologia estética

Tratamentos eficazes para manter a pele jovem sem recorrer ao bisturi

No Brasil, um dos destinos que mais realiza cirurgias plásticas para atenuar os sinais de envelhecimento, chamam-lhe dermatologia cosmiátrica.

Em todo o mundo, é uma das áreas da dermatologia em maior expansão. Ano após ano, surgem no mercado novidades tecnológicas que prometem rejuvenescer a epiderme e atrasar os sinais de envelhecimento.

Conheça as terapias de dermatologia estética mais recomendadas por seis especialistas em dermatologia, nacionais e internacionais, para manter a pele jovem sem recorrer ao bisturi nem ficar com um aspeto artificial, completamente fora de moda.

Fillers

O ácido hialurónico, que estimula a produção das fibras de colagénio e elastina, é a substância mais usada e com melhores resultados. «Existe naturalmente na pele jovem, mas vai-se perdendo com a idade. Quando é injetado na derme, hidrata e rejuvenesce», refere a dermatologista Manuela Cochito. Para um efeito semelhante, C. William Hanke é também adepto do «ácido poli-láctico e hidoxipatita de cálcio». «Ambos têm um efeito tensor, mas ainda não são muito usados em Portugal», adianta Manuela Cochito. Usa-se nos lábios, nas rugas estáticas, no sulco nasogeniano e devolve o volume perdido ao rosto.

Laser fracionado ablativo

«Regenera os tecidos cutâneos através de pequenos painéis de luzes que são absorvidas quase exclusivamente pela água, produzindo uma sensação de calor intenso na zona do impacto», explica Leonardo Marini. «Tem resultados muito positivos», acrescenta Manuela Cochito. Este tratamento melhora o tónus geral da pele da face e do pescoço, atenua as manchas cutâneas derivadas do envelhecimento e da exposição solar e rugas profundas.

Terapia fotodinâmica

É usada há já alguns anos no tratamento de lesões precancerosas e carcinomas, mas agora é utilizada também como técnica de rejuvenescimento. «Consiste na aplicação de ácido 5-aminolevulínico, seguida, passadas algumas horas, da irradiação com luz pulsada para eliminar as fibras de colagénio danificadas. Ao fazermos esta limpeza, conseguimos estimular a síntese do novo colagénio, melhorando o aspeto geral da pele», esclarece Leonardo Marini. Manuela Cochito explica que «em Portugal, ainda não é muito usada com este fim por ser demasiado cara». Este tratamento reduz as manchas, os poros e as pequenas rugas, melhora os tónus e a elasticidadeda pele.

Fotobiomodulação com LED

«Um processo de ativação das células, sobretudo das mitocôndrias, o motor energético da pele, sem recorrer ao aumento da temperatura dos tecidos devido ao uso de luzes LED, para incentivar a produção de novas fibras de colagénio», afirma Leonardo Marini. Este tratamento rejuvenesce o aspeto geral da pele, atenua rugas, poros dilatados e manchas solares.

Radiofrequência

As ondas de radiofrequência «estimulam a derme a produzir colagénio, mas para o conseguirmos temos de a aquecer e mantê-la nessa temperatura durante um determinado tempo», esclarece Manuela Cochito. Esta dermatologista afirma que esta técnica está «demasiado banalizada com aparelhos pouco eficazes, mas quando é bem feita tem muito bons resultados». Este tratamento contraria o efeito da gravidade, devolvendo firmeza e volume à pele.

Plasma rico em plaquetas

«A injeção, na epiderme, de fatores de crescimento retirados do próprio plasma (o sangue é centrifugado eusa-se a parte do plasma mais rica em plaquetas e fatores de crescimento) estimula a produção de colagénio», afirma Riccarda Serri. Este tratamento permite uma hidratação profunda da pele, atenua as rugas e dá luminosidade.

Texto: Rita Caetano com António Picoto, C. William Hanke, Leonard Marini, Manuela Cochito, Maurice Adatto e Riccarda Serri (dermatologistas)

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