O método de depilação facial que usa é o mais indicado para si?

A preocupação com a beleza e com a imagem está longe de ser um imperativo moderno. Seja para fins estéticos, de higiene ou de saúde, há mais de 3.000 anos que está instituída como rotina de beleza.

young woman reciving facial epilation

créditos: pyotr021

Ao longo dos tempos, e sobretudo nas últimas décadas, as técnicas de depilação facial aperfeiçoaram-se para melhor responder às necessidades e características de cada tipo de pele e tornaram-se cada vez mais seguras e eficazes. Se está na dúvida quanto ao método mais indicado para si, siga os conselhos da dermatologista Paula Quirino e da maquilhadora Antónia Rosa e evite riscos desnecessários para a sua saúde e beleza.

Buço e queixo

Existem basicamente três formas de eliminar os pelos desta zona:

- Creme depilatório

«O preço reduzido, o acesso fácil e a dispensa de acompanhamento profissional» são as principais vantagens, segundo a dermatologista Paula Quirino. Este método apresenta, contudo, algumas desvantagens. Tem um resultado semelhante ao da lâmina, o que obriga a repetições constantes. «O crescimento do pelo é interrompido à superfície e cresce depressa (em menos de uma semana)», explica a especialista.

«Exceto numa pessoa que tenha uma alergia comprovada ao produto, não existem contraindicações», garante Paula Quirino. No entanto, é fundamental respeitar as instruções de uso. «Existe o risco de irritação que pode evoluir para eczema alérgico ou eczema irritativo. Retire imediatamente o produto se sentir ardor ou comichão», aconselha. Se tem a pele sensível, reduza em alguns minutos o tempo de pose sugerido na embalagem dos cremes depilatório ou descolorante.

- Laser

O caráter definitivo deste método é a sua principal vantagem. Depois de se submeter ao laser «não volta a ter pelos na zona tratada», garante a dermatologista. O preço (a partir de €30 euros por sessão) e a duração do tratamento são as principais desvantagens deste método. «As sessões são marcadas com um intervalo de três semanas a um mês. Os pelos que ainda não foram tratados continuam a crescer», explica a dermatologista.

Em casos raros, «a luz não chega à raiz do pelo e o tratamento não alcança o resultado desejado». Quem tem a pele bronzeada, pessoas que apresentem um contraste mínimo entre a cor da pele e do pelo e quem está a tomar algum tipo de medicação fotossensibilizante não deve recorrer a este método. Queimaduras cutâneas em peles bronzeadas pelo sol e despigmentação das zonas tratadas são alguns dos riscos da depilação a laser.

- Cera

É o método de depilação não definitiva mais duradouro. «Adolescentes que estejam a fazer tratamento da acne com medicamentos retinoides» não devem recorrer à cera. Nestes casos, «é preciso cuidado na zona do lábio superior, uma vez que esses mediamentos fazem com que a pele, em contacto com a cera, tenha uma reação exagerada que pode resultar em peeling (queda de pele)», adverte.

Se tem uma pele reativa ou muito sensível, teste a temperatura da cera antes de a aplicar na epiderme que pretende depilar. O facto de estar demasiado quente, «aumenta o risco de queimadura e vasodilatação», refere, em jeito de alerta, a especialista Paula Quirino.

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