Crioterapia rosto rejuvenescido

Com a utilização de um equipamento que utiliza o frio e cosméticos de última geração, consegue-se a união perfeita para resultados eficazes e duradouros.

O tecido cutâneo não representa apenas um "envelope" do corpo humano, mas constitui um órgão complexo, que funciona ao ritmo de vários metabolismos. Como consequência, um cuidado estético, do mais simples ao mais sofisticado, deve necessariamente ter em conta esta realidade.

É certo que a nossa era moderna impõe a alta tecnologia em todos os domínios, incluindo nos cuidados estéticos. É exactamente isso que fazem alguns equipamentos usados em cuidados estéticos de rosto. Respeitando a sua fisiologia, actua com um agente físico - o frio, que deu provas da sua acção durante séculos. A melhor sinergia possível entre uma hipotermia cutânea perfeitamente dominada, e uma cosmetologia moderna, com fórmulas específicas.

Crioterapia
A crioterapia é a utilização racional do frio com finalidade terapêutica. O frio, por sua vez, pode ser obtido de diferentes formas:  Física | Química | Gasosa.

A teoria do "choque térmico" dá ênfase aos estudos experimentais demonstrando que a eficácia da crioterapia se deve em grande parte a um princípio: o baixar da temperatura deve-se efectuar muito rapidamente, o arrefecimento progressivo é muito menos eficaz.

A produção de frio pode ser realizada de várias formas, utilizando técnicas muito diferentes:

O gelo - É a forma ancestral de aplicar o frio sendo também a mais simples, não sendo porém a mais eficaz, pois a hipotermia obtida perde-se rapidamente assim que se termina a aplicação.

O gel refrigerante - Uma saqueta que contém um gel especial é colocada no congelador algum tempo antes da utilização. De seguida é aplicada na zona a tratar. O carácter muito prático desta técnica é reduzido pelo facto do gel endurecer devido ao frio, a saqueta não se adapta anatomicamente à zona escolhida. Logo, a eficácia e o conforto deste método saem prejudicados.

O gás - A crioterapia gasosa, muito em vogue, consiste em vaporizar sobre a pele microcristais de gás carbónico. Esta técnica é eficaz mas necessita de um equipamento muito pesado devido à utilização de botijas de gás.

O frio electrónico - É a técnica utilizada nos trabalhos de Peltier, que assenta na regulação com grande precisão da corrente eléctrica, obtendo-se facilmente o frio totalmente estabilizado à temperatura exacta que se pretende.

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O frio electrónico
Nesta tecnologia utiliza-se uma acção muito precisa, compreendida entre os +8° e -5°Celsius, que corresponde a uma biforcação optimal. Estes parâmetros deverão ser rigorosamente respeitados, pois abaixo de +8º, a refrigeração é insuficiente para obter os efeitos desejados, e abaixo de -5°, a refrigeração é muito intensa, provocando uma cristalização progressiva da água contida no organismo, podendo originar lesões cutâneas e vasculares. Assim consegue-se duas acções principais:

 

Analgésico cutâneo - A aplicação do frio permite uma inibição rápida (quase imediata) da condução nervosa nas fibras sensitivas cutâneas. Além disso, permite uma sideração das terminações livres, que são numerosas ao nível da pele. Estas duas acções concomitantes criam um analgésico cutâneo que surge rapidamente. Permite efectuar certos cuidados que serão desconfortáveis sem a aplicação do frio.

Vasomotricidade intermitente - Como se observa tradicionalmente, a aplicação do frio na superfície cutânea provoca uma vasoconstrição ao nível dos vasos da micro-circulação. Essa vasoconstrição é rapidamente seguida por uma vasodilatação criada pelos fenómenos reflexos.

Assim, as vasoconstrições e as vasodilatações sucedem-se, correspondendo a uma vasomotricidade intermitente que melhora a troficidade da pele. Esta vasomotricidade intermitente tem como principal consequência, iniciar uma série de vasodilatações sucessivas de forte intensidade. Permite favorecer de forma importante a absorção cutânea de produtos de cuidados de beleza.

Assim sendo, a aplicação de uma fonte fria (à temperatura regular) sobre a pele, proporciona a migração transcutânea de substâncias activas. Este é o fenómeno da criophorès, logo, o princípio corresponde perfeitamente à etimologia do termo (crio: frio e phorès: mudança, deslocação). Esta noção é fundamental, pois a penetração percutida pelos produtos de cuidados de beleza é uma componente importante destes equipamentos.

Agradecimentos: PCMG, Cryodermie

Fotografia: Paulo Neto

Modelo: Vera Lapa

 

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