Conheça o busto feminino

Desmistifique os tabus existentes no que respeita aos seios.

Um dos maiores erros que cometemos em relação à nossa saúde é não procurar ter informação suficiente e conhecimento do nosso corpo, sobretudo as mulheres, no que respeita ao busto.

Comecemos por falar da zona da auréola e do mamilo. A auréola é pigmentada de forma variável. Nas mulheres louras os mamilos têm uma cor rosada, nas morenas têm um tom mais castanho e nas peles negras são muito escuros, quase pretos. Na maioria das mulheres, os mamilos tornam-se mais escuros depois da primeira gravidez.

Também a cor pode variar durante as diferentes fases de um encontro sexual e no momento do orgasmo. O mamilo pode ter 35 a 50 mm de diâmetro, com um aspecto irregular pela presença de numerosas glândulas sebáceas: os tubérculos de Morgani.

O mamilo é cilíndrico ou cónico, marcado por pequenas depressões que representam os orifícios dos canais galactóforos. À volta dele podem encontrar-se folículos pilosos, que são absolutamente normais e que podem ser depilados sem qualquer problema.

Os mamilos possuem também umas diminutas glândulas sebáceas que segregam um líquido lubrificante. Em muitas mulheres, os mamilos não se direccionam para a frente, mas sim, para os lados. Este fenómeno produz-se como uma adaptação à posição do bebé quando no momento de mamar se encontra nos braços da mãe, geralmente do lado do coração.

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Em determinadas ocasiões, quando os mamilos são estimulados voltam-se para dentro.

Isto não deve ser motivo de preocupação, pois trata-se de uma inversão temporal e que não tem nenhuma consequência sobre a quantidade de leite produzida, sobre o processo de aleitamento ou sobre o prazer sexual experimentado.

Quase sempre um dos seios é maior do que o outro, o que normalmente não é muito notório.

Os dois seios são diferentes: não existe nenhuma comunicação entre eles, salvo os vasos linfáticos. Normalmente o esquerdo é maior do que o direito, se bem que em estado normal esse facto não é muito visível. 7 em cada 10 mulheres tem o seio direito mais pequeno.

O interior do seio
O interior do seio é composto por gorduras e tecidos. Estes tecidos estão colocados em forma de camadas entre a gordura e, por trás de tudo, encontram-se os músculos peitorais. Como o resto do corpo, os seios têm artérias, veias e nervos. Dentro destes tecidos encontram-se os canais e os lóbulos.

Os lóbulos, que não estão conectados entre si, produzem o leite e enviam-no directamente através de um canal. Cada canal tem uma abertura separada no mamilo. No interior do seio há muito pouca massa muscular, só há uns pequenos músculos na auréola que fazem esta contrair-se com o frio, com a estimulação sexual ou com o aleitamento.

Esta contracção da auréola estimula o mamilo e faz com que o acto de mamar seja muito mais cómodo para o bebé. Também existem uns músculos muito pequenos à volta dos lóbulos para ajudar a propulsão do leite para o mamilo. Mas os músculos mais importantes desta zona são os músculos peitorais que estão por trás do busto.

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Os verdadeiros músculos do peito são os peitorais (grande peitoral e o pequeno peitoral), os quais ajudam o busto a manter-se erguido. A estimulação destes músculos pode ser feita com uma série de exercícios, que ajudam consideravelmente a manter a beleza do busto.

A pele dos seios
Há uma série de substâncias naturais que cuidam, de modo muito eficaz, da beleza e da nutrição da pele do busto. São os óleos de primeira pressão a frio de:
● Gérmen de trigo – Nutrição da pele. É fonte natural de vitamina E.
● Amêndoas – Elasticidade e turgidez.
● Avelãs – Firmeza e consistência cutânea.
● Rosa mosqueta – Ajuda a rejuvenescer a pele, fazendo com que esta produza o seu próprio colagénio.

A combinação destes óleos nobres de primeira qualidade com as propriedades dos óleos essenciais cria produtos de eficácia e qualidade inigualáveis.

As modificações dos seios
Se a mulher engravidar, a glândula mamária continua a desenvolver-se e a sofrer as transformações necessárias para produzir o leite para um possível aleitamento. Os seios sofrem então modificações na:

- Pigmentação acentuada da aureola que, com o decorrer dos meses, se torna maior e fica cada vez mais escura.
- Melhoria da rede venosa superficial.
- Os seios podem ficar inchados ou quentes.

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Nos últimos meses de gravidez, o aumento dos canais alveolares diminui o seu ritmo e as células começam a segregar um líquido. O produto da secreção ainda não é leite, mas sim colostro, rico em proteínas e pobre em lípidos. Nos dias seguintes ao parto produz-se a subida do leite, ou lactogenese, sob a influência de uma hormona chamada prolactina.

A sucção dos mamilos durante a amamentação mantém a secreção, o leite acumula-se nos canais alveolares e segue depois pelos canais galactóforos e é sugado pelo bebé. Se o leite não for sugado, a prolactina não é segregada. A secreção do leite detém-se e a glândula mamária volta a um estado de repouso, mas sem recuperar totalmente a estrutura anterior à gravidez.

Os seios na menopausa
Já antes da menopausa, entre os 25 e os 30 anos, a glândula mamária começa a empobrecer-se em proveito do tecido fibroso e sobretudo do tecido gorduroso. A menopausa não é mais do que uma aceleração deste processo. O seio debilita-se um pouco mais.

Completamente privados da estimulação hormonal (estrogénios e progesterona), os seios entram numa fase de repouso total. Essa falta de estimulação hormonal faz com que a mulher já não possa ter mais filhos. O uso de óleos essenciais pode ajudar a atrasar este processo devido ao carácter hormonal de alguns deles.

A utilização, através de massagens diárias durante alguma épocas do ano, dos óleos essenciais de gerânio, ylang-ylang, neroli, rosa búlgara ou de jasmim podem atrasar o aparecimento da menopausa, já que contribuem, com um aporte de fito-hormonas, para prolongar a fertilidade e a vida hormonal da mulher durante um longo período de tempo.

Fotografia: Intimissimi
Agradecimentos: Idili Lizcano, perfumista e director de El Taller de Alqvimia

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