Combate à flacidez extrema

Conheça um tratamento inovador, já disponível em Portugal, que promete solucionar os casos mais extremos sem recorrer ao bisturi

Efrat Gabay tem 33 anos, dois filhos e perdeu 42 quilos em nove meses. Gerente de uma loja de ótica, esta ex-participante do programa de televisão «The Biggest Loser» israelita experimentou o protocolo de tratamento Refit, concebido a pensar em pessoas que sofreram perdas acentuadas de peso por via da dieta, da prática de exercício, de intervenções médicas ou da gravidez. Remover dobras cutâneas e estrias sem recorrer a cirurgia é o grande objetivo deste tratamento.

Para alcançar os objetivos que pretende, a solução passa por várias sessões deste tratamento, em gabinete, que visa restaurar a firmeza e elasticidade da pele. Inna Belenky, doutorada em bioquímica e diretora clínica da empresa que o patenteou, explica como funciona e que resultados prometedores assegura.

Problemas e soluções

Abdómen, braços e pernas são algumas das áreas mais críticas para quem, como Efrat Gabay, perdeu muito peso rapidamente. «Quando se ganha peso, a pele expande-se e remodela-se para acomodar o excesso de gordura. Ao perder peso, a pele continua esticada, provocando excesso de pele e estrias», explica Inna Belenky. Apesar de cirurgias como, por exemplo, a abdominoplastia, permitirem obter «bons resultados em apenas um tratamento», os custos e complicações associadas desincentivam a procura.

«As pessoas preferem tratamentos não invasivos porque é mais fácil e seguro», afirma. Foi tendo em conta esta necessidade, aliada ao facto das perdas drásticas de peso nunca terem estado tão na moda, que a fabricante de tratamentos estéticos que representa desenvolveu uma solução não invasiva que pode, também, ser usada para melhorar o aspeto da pele em áreas já operadas.

Como funciona

«As pessoas com muita pele descaída têm de destruir o velho tecido conjuntivo (que preenche os espaços intracelulares do corpo e faz a ligação de órgãos e tecidos diversos) e construir um novo, mais firme e flexível», afirma Inna Belenky, segundo a qual este tratamento recorre a um aparelho com dois trunfos. «O aplicador liberta impulsos de calor e vácuo em simultâneo. Trabalhamos a uma temperatura entre 39 e 42 graus para produzir diferentes respostas biológicas, como estimular a circulação sanguínea, a produção de colagénio e a drenagem linfática», esclarece.

O protocolo foi concebido para o aparelho de radiofrequência bipolar do mesmo fabricante (Reaction), que combina a massagem a vácuo com múltiplas frequências, a tecnologia CORE. «Usando diferentes frequências posso trabalhar toda a profundidade da derme, que tem uma espessura de cinco milímetros», concretiza ainda esta especialista.

O que se sente

«Tem-se uma sensação de calor e massagem, sem dor», descreveu Efrat Gabay na apresentação do tratamento à imprensa em que confessou que, muitas vezes, «acabava por adormecer». Apesar de não ter referido nenhum efeito adverso, «devido ao uso de vácuo, podem ocorrer hematomas se for feita demasiada pressão com o aplicador. Se o aparelho não for usado devidamente, também podem surgir queimaduras superficiais, que desaparecem em três ou quatro dias», contou-nos a diretora clínica da Viora. «Após o tratamento, a pele fica com um aspeto avermelhado, mas passa após 10 minutos e a pessoa pode regressar à sua vida normal», assegura.

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