Unhas de gel, extensões, maquilhagem definitiva... O que está na moda afeta a nossa saúde?

As novas soluções estéticas no mercado obrigam a cuidados específicos. Se tem a pele bronzeada e está a pensar recorrer à depilação a laser deve adiar a ideia, pelo menos para já.

Woman applying false eyelashes

créditos: &#169 Getty Images

Nas últimas décadas, as mulheres ficaram (ainda) mais bonitas, ainda que muita dessa beleza, com recurso a unhas de gel, extensões capilares, maquilhagem definitiva e/ou microblading (para recriar pestanas onde já não existem pelos), tenda a ser cada vez mais artificial. As novas soluções estéticas no mercado obrigam a cuidados específicos. Se apanhou sol e/ou tem a pele bronzeada e está a pensar recorrer à depilação a laser deve adiar a ideia. Pelo menos, para já!

«Quando o diferencial de pigmentação entre a pele e o pelo é mínimo ambos absorvem a energia do laser e esta, transformada em calor, pode causar queimaduras graves», explica o dermatologista Miguel Trincheiras. Se consultar profissionais qualificados, esta informação ser-lhe-à com certeza dada. Se não for, tem o direito de a exigir. E esse é um dos pré-requisitos essenciais para que as suas opções estéticas não se traduzam em custos para a sua saúde.

Da cabeça aos pés, técnica a técnica, três médicos especializados em dermatologia e oftalmologia indicam-lhe outros cuidados a ter para que a sua (nova) beleza não interfira com a sua saúde:

- Extensões de pestanas nos olhos

Ao contrário da permanente de pestanas, que apenas revira e pinta as pestanas naturais, na extensão são usadas pestanas sintéticas e pré-reviradas que são coladas, uma a uma, na pálpebra. Apesar de serem sintéticas, «não devem deixar de cumprir a função protetora dos olhos», revela Luís Gouveia Andrade, médico oftalmologista. Os riscos desta tendência que já virou moda, apesar de tudo, são raros.

No entanto, o médico refere que o seu uso prolongado pode potencialmente «interferir com a visão, no crescimento de novas pestanas, causar dermatite, dificultando a normal higiene das pálpebras e aumentando o risco de infeções por bactérias ou fungos». «Se se deslocarem podem ficar alojadas no olho, causando lesões traumáticas», alerta ainda o especialista. «A prática deve ser executada por profissionais experientes», diz.

«Com monitorização rigorosa da função visual e estrutura palpebral por parte de um oftalmologista», sublinha. Consulte um médico caso sinta comichão, o olho fique vermelho, produza uma secreção mucosa ou purulenta, sinta dor ou visão enevoada. Quanto à frequência, saiba que «esta prática pode ser realizada sempre que desejável em mulheres saudáveis sem problemas de pele ou alergias», realça.

«Desde que sejam cumpridos os cuidados anteriormente indicados», reforça. E quem não deve fazer? Portadores de lentes de contacto. «Se uma pequena partícula da pestana se colocar entre a lente e o olho, pode causar trauma», explica Luís Gouveia Andrade. Em caso de infeção ou alergia ocular, as pestanas sintéticas também podem interferir com a eficácia dos medicamentos.

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