A nova rivalidade entre homens e mulheres

Eles estão a perder a vergonha e a recorrer cada vez mais à cirurgia estética mas elas continuam a ser as principais clientes dos cirurgiões plásticos. E resistem melhor à dor!

Poucos assumem que o fazem mas não para de aumentar o número de homens que recorre à cirurgia estética para aumentar a sua autoestima. Sempre se conheceram algumas intervenções de caráter estético a que os homens recorriam como, por exemplo, a correção das orelhas descoladas e as dismorfias nasais muito acentuadas que causavam transtornos específicos às crianças em idade escolar.

A ginecomastia também foi sendo procurada para tratar o desenvolvimento mamário no homem. Estas diferenças físicas acompanharam alguns homens durante anos até decidirem pedir ajuda especializada para solucionarem estes problemas. Hoje em dia, fruto do envelhecimento da população no nosso país, que provoca uma certa rivalidade profissional entre as várias faixas etárias, os homens têm cada vez maior preocupação com a sua imagem e procuram manter a juventude.

De acordo com o cirurgião plástico Francisco Ibérico Nogueira, «este é um dos grandes motivos que leva a que os homens procurem procedimentos cirúrgicos». Embora cada vez mais homens procurem a cirurgia estética, ainda são as mulheres as principais candidatas. «Por um lado, porque são mais corajosas, tratam por tu a dor, seja pela depilação, pelas dores menstruais, ou pelos partos». Francisco Ibérico Nogueira considera que os homens «não têm tanta resistência à dor e ao desconforto».

Existe ainda o aspeto cultural, uma vez que «as mulheres são forçadas, por toda a envolvência social, a estarem muito mais atraentes do que os homens, já que a sociedade continua a ser muito machista. Desde sempre, a mulher é muito mais criticada no seu envelhecimento e na perda de juventude do que o homem», justifica o especialista, que aponta mesmo exemplos concretos.

«Aliás, já Cleópatra fazia banhos de leite azedo de burra em que, no fundo, o ácido láctico provocava uma descamação da pele, deixando-a mais macia e clarinha. Se pensarmos nisto, percebemos que já se fazia uma espécie de peelings há muitos séculos», comenta ainda o cirurgião plástico.

Texto: Cláudia Pinto

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