As unhas de gel são seguras?

Milhões de mulheres em todo o mundo não lhes resistem. Mitos e verdades sobre a técnica de embelezamento de mãos mais cobiçada de sempre

As unhas de gel vieram para ficar. Desde as extensões ao nail art, esta técnica confere às unhas um aspeto natural, flexível e forte, o que nem sempre se verifica. São ainda muitos os preconceitos que giram em torno desta técnica. Maria Guimarães, engenheira química e responsável técnica da Nail 4'Us, esclarece todas as dúvidas. «A saúde das nossas unhas deve-se a nós mesmas e também à responsabilidade de as entregar aos cuidados de uma profissional competente», lembra, antes de tudo.

A especialista começa por explicar que «as unhas são constituídas por queratina (uma proteína fibrosa), cálcio, ferro e lípidos». «Crescem da raiz para a extremidade e não causam dor quando são cortadas. Toda a sua base é protegida pela cutícula que a circunda e que não deve ser retirada, pois abre a porta a possiveis infeções», sublinha. Nos últimos anos, milhões de mulheres em todo o mundo adotaram a tendência.

O que é o gel?

É um produto que se aplica em cima das unhas naturais, promove um revestimento protetor no leito da unha e pode estender-se para além do limite desta, aumentando-lhe assim o comprimento. «É um material duro, não poroso (se o for, é de má qualidade e não deve ser utilizado), que depois é limado e artisticamente trabalhado», refere Maria Guimarães. Relativamente à ideia generalizada de que «a aplicação do gel impede as unhas de respirar», deixa um alerta.

A especialista assegura que «as unhas não respiram, ressecam, isso sim, com o excesso de esmalte (verniz comum), o que não acontece com a utilização das unhas de gel». E explica, «as unhas de gel são extremamente resistentes e têm um papel fortalecedor, pois protegem a unha natural à medida que vai crescendo, cada vez mais saudável». São, por isso, uma excelente solução para quem tem unhas fracas e quebradiças, assim como para quem tem o vício de as roer.

O gel favorece a formação de fungos?

Associada ao mito de que o gel impede as unhas de respirar, existe também a falsa crença de que esse é um fator de risco para o aparecimento de fungos. Contudo, conforme explica Maria Guimarães, isso só acontece se houver uma má aplicação do gel, «é necessário haver uma aderência completa à unha, caso contrário, abrem-se espaços entre o gel e a unha que propicia a criação de fungos», adverte ainda esta profissional.

A especialista defende, por isso, a necessidade de cumprir todos os passos da aplicação do gel, nomeadamente o tratamentos de cutículas, a limagem, o gel base e o gel de construção.

O gel torna as unhas fracas, quebradiças e amareladas?

A ideia de que o gel remove camadas das unhas, deixando-as expostas e em más condições é, de acordo com Maria Guimarães, também errada. A especialista esclarece que «o enfraquecimento das unhas deve-se, sobretudo, a deficiências nutricionais que indiciam, normalmente, falta de cálcio, zinco e vitaminas A, B e E, nutrientes essenciais para a constituição da unha». Mas não se fica por aqui.

Refere ainda que, na maioria das situações em que a unha é demasiado esfoliada, «se comprova que o trabalho foi executado por uma técnica negligente com pouca ou nenhuma formação e com falta de experiência e conhecimento técnico». «As unhas de gel são extremamente resistentes e têm um papel fortalecedor, pois protegem a unha natural à medida que vai crescendo, cada vez mais saudável». São, por isso, uma excelente solução para quem tem unhas fracas e quebradiças, assim como para quem tem o vício de as roer.

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