Volta ao mundo em família

A história de quem resolveu fazer as malas e partir em viagem

A um mês de partir pelo mundo com a mulher e a filha de cinco anos, o jornalista de viagens Filipe Morato Gomes explicou à saber viver como organizar a viagem da sua vida.

Ao contrário do que estará certamente a pensar, não é preciso ter muito dinheiro para dar a volta ao mundo.

Tão pouco é necessário esperar que os filhos entrem na universidade. Atravessar continentes pode ser muito acessível. A garantia é de Filipe Morato Gomes, um ex-engenheiro de sistemas, que um dia descobriu que estar desempregado pode ser a oportunidade para concretizar sonhos adiados. Em 2003, percorreu o mundo durante 14 meses e tornou-se jornalista de viagens.

Até hoje. Em janeiro, volta a partir, mas desta vez a mulher e a filha de cinco anos acompanham-no num périplo que começa em Singapura e termina 12 meses depois, na América Central. Porque não há sonhos impossíveis, este homem com alma de viajante partilha experiências e dicas para partir em família.

Plano low cost

Viajar pode ser uma oportunidade para viver momentos únicos em família. O segredo está em pesquisar, organizar a viagem e descomplicar. «Existem pacotes de viagens intercontinentais que permitem conhecer o globo por pouco mais de mil euros. Desta vez, comprei um desses voos porque, primeiro, é uma forma de controlar o custo e, depois, tenho de fazer um planeamento por questões de saúde», explica.

Convém ainda reunir contactos e alternativas de alojamento. Excluindo eventuais dormidas em couchsurfing ou em casa de amigos, para a estadia o viajante acredita «ser suficiente cerca de 40 euros por dia para três pessoas». De mochila às costas, onde cabe apenas a roupa essencial, um kit de saúde, o coelhinho de pelúcia da pequena Inês e os passaportes, Filipe Morato Gomes comenta o tema. «Somos gente normal que não precisa de luxos em viagem e poupa no dia a dia para viajar, com a vantagem adicional de, para nós, esta viagem ser também trabalho», sublinha.

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