Porque o bom filho (pai) a casa do pai (filho) volta

Sobreviver à nova emigração.

No atual contexto socioeconómico do nosso país, todos conhecemos alguém nas nossas relações que está emigrado ou que pense em emigrar para outros países. E este fenómeno social, predominante nos anos 50 e 60 do século passado em trabalhadores indiferenciados de uma classe média baixa, é neste momento uma realidade para uma classe média e média alta de profissionais qualificados.

 

Esta é uma emigração que utiliza companhias aéreas e não foge sorrateiramente pela fronteira, que comunica pelo Skype ou Facebook e não escreve extensas cartas saudosas, que tem um projeto de vida e não emigra sem um propósito concreto, que domina vários idiomas e usufrui da oferta social do novo país e não se fecha em bidonvilles.

 

No entanto, esta nova emigração continua a fraturar ou fragilizar relações, torna um dos membros do casal em «mãe solteira» ou famílias em «casais sem filhos».

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