Planeia ter um segundo filho? Saiba como agir

Os irmãos podem ser intensamente desejados, mas também olhados como uma ameaça de quem pode levar o amor dos pais, alertam os especialistas.

O nascimento de um bebé traz novos contextos e aprendizagens quer para o primeiro filho quer para a própria dinâmica do casal, explicam os especialistas, que incentivam as famílias a acreditar na sua capacidade para gerir novos desafios.

Profissionais da área da primeira infância apresentam algumas ideias relativamente ao planeamento de um segundo filho e às novas necessidades do equilíbrio familiar:

- O nascimento de um filho deve ser um projeto exclusivamente do casal (não é para agradar um filho, ou só a mãe, ou só o pai).
- As experiências com os novos irmãos não são todas iguais na criança, por vezes gera reações positivas, outras vezes gera reações negativas.
- Mesmo quando é menos desejada, a chegada de um irmão vai ajudar a criança a aceitar novos desafios.
- A “relação amor-ódio” entre irmãos é frequente devido às zangas, ciúmes e rivalidade.
- É importante não retirar o tempo de exclusividade do filho mais novo nem deixar de proporcionar tempos de qualidade ao mais velho.
- Os pais devem fazer a criança mais crescida compreender que os momentos com o bebé devem ser respeitados.
- O mais velho deve ser integrado nas rotinas familiares, sentindo que pode ajudar o mais novo e começando a ter contacto com ele.

Texto de Ana Margarida Marques

Fontes consultadas: Pedro Caldeira, Pedopsiquiatra, Chefe de Equipa da Unidade da Primeira Infância do Hospital de Dona Estefânia (HDE) Maria João Nascimento, Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica, HDE Leonor Duarte, Psicóloga Clínica, HDE

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