Crianças felizes

Os segredos e experiência pessoal do médico pediatra Mário Cordeiro

Mário Cordeiro é médico pediatra e autor de livros como «1333 Perguntas para Fazer ao seu Pediatra», editado pela Esfera dos Livros, e «Vou Ser Pai», editado pela Marcador.

 

Trata-se de um dos maiores especialista portugueses da atualidade no que toca às crianças.

 

Com o objetivo de ajudar os pais a educar (ainda) melhor os filhos, este médico deixa agora o seu testemunho pessoal sobre a família, os valores, o modo como impõe a disciplina e o estudo, lazer e afetos. Inspire-se no seu exemplo.

 

Família


«Tento estar presente e disponível, gerir bem o meu tempo para poder partilhar com quem amo tudo aquilo que a nossa curta vida não deixará para daqui a séculos», refere o especialista.

 

Valores


«Procuro transmitir aos meus filhos e netos amor, desinteresse pelos bens materiais, honestidade, responsabilidade, consciência cívica, amor à liberdade, empatia, sentido de humor e um gosto enorme pela vida. Peço-lhes que não tolerem injustiças, que não tenham medo de dizerem o que pensam com educação, que tomem atitudes pensadas e sejam interventivos, sem medo dos diversos poderes e dos poderosos», afirma o médico.

 

Como impõe a disciplina

 

«Com firmeza afetiva, regras e limites em doses certas. Ajudá-los a crescer, de forma equilibrada, é um ato de amor. Caso contrário, sem disciplina e regras (com as devidas exceções e mais raras transgressões), formamos monstros narcísicos omnipotentes. Sem amor ficam desamparados e carenciados», conta o pediatra.

 

Estudo


«O gosto pelo aprender, pelo quererem fazer o melhor que sabem e podem, pela descoberta de talentos e competências são essenciais. Sem pressões como tens de entrar no quadro de honra (O que é a honra, afinal? Ter cinco a português e a matemática? Não!) Quero que aprendam a ser organizados e metódicos para, com tempo, talento, trabalho e técnica terem a satisfação de se aperfeiçoarem, no sentido de serem melhores e mais felizes», explica Mário Cordeiro.

 

Lazer

 

«Brincar é próprio do ser humano. Gosto de incentivar momentos de diversão ao ar livre e de espicaçar a sensibilidade pelos livros, pela música, pela arte e cultura, contra menos estupidificação em frente à televisão, ao computador ou às consolas. Assustam-me a ignorância e a falta de interesse em aumentar a sabedoria», defende o especialista.


Afetos

 

 «Ajudá-los a crescer, de forma equilibrada, é um ato de amor», conclui o médico.


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