Como afastar o meu filho da droga?

Numa sociedade que associar o festejo e o convívio ao uso de drogas e bebidas alcoólicas, torna-se por vezes difícil demonstrar os riscos do seu consumo. Como podem os pais abordar esta questão e evitar as suas consequências?
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A adolescência é, por definição, a época das experiências, da transgressão, da procura de uma identidade e de um lugar no mundo. É, por isso mesmo, o período em que se correm riscos como se não houvesse amanhã mas, em simultâneo, toma-se esse futuro por garantido.

A descoberta pode ser uma viagem maravilhosa, mas tem perigos que os pais temem e que nem sempre sabem como abordar, de forma a evitá-los. O consumo de álcool e drogas é um deles.

Com formação em Medicina da Adolescência, a pediatra Susana Groen Duarte, do Hospital Lusíadas Lisboa, dá algumas dicas. Munidos de informação sobre as motivações dos jovens, assim como com uma consciência mais precisa dos riscos, os pais terão as ferramentas adequadas para ajudar a contornar os obstáculos da melhor maneira possível.

As drogas legais

"A experimentação de álcool ou outras drogas na adolescência é comum. Basta passar por perto dos locais frequentados pelos jovens à noite, para ver que será uma exceção os que não estão de copo na mão. O que não quer dizer, como é óbvio, que tenham algum problema de dependência. O álcool, tal como o tabaco, é considerada uma droga legal, e, em regra, o seu consumo por parte dos adolescentes é ocasional e recreativo", diz Susana Groen Duarte.

O consumo do álcool é, no entanto, preocupante, dadas as consequências diretas, como acidentes de viação, e indiretas ou a longo prazo, como doenças cardiovasculares, hepatite ou pancreatite.

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