A grande dúvida

Os adolescentes de hoje são mais difíceis ou os pais dispõem de menos recursos?

A sociedade atual alcançou um grau de bem-estar muito elevado, atingindo níveis seguramente impensáveis para gerações que viveram apenas trinta anos antes

 

No seio da família mudaram também muitas coisas e recolocaram-se questões como a disciplina, o papel dos pais, as vivências dos filhos, as diretrizes educacionais, etc., e, ainda que pareça paradoxal, atualmente é possível falar de carências dos pais, dentro de uma sociedade onde se tem mais do que nunca. Carências que são responsáveis por mudanças para pior, no que diz respeito à convivência em família e que incide diretamente no desenvolvimento evolutivo dos filhos, que terão experiências também muito diferentes das que tiveram os seu pais e, evidentemente, os seus avós. Menos tempo e tranquilidade para os filhos É um facto que, regra geral, os pais de hoje passam menos tempo com os filhos. As jornadas de trabalho encarregam-se de reter os pais até horas em que muitos casos chegam a entrar pela noite dentro, pelo que o tempo diário de dedicação se resume muitas vezes ao imprescindível para preparar a ida para a cama e estarem prontos para o dia seguinte.

 

Como consequência, muitas famílias experimentam a sensação de fazer tudo à pressa, inclusivamente dentro de casa. Pais que vivem a um ritmo frenético, levando e trazendo os filhos de umas atividades para as outras, encarregando-se da gestão para a semana ou realizando qualquer outra tarefa que, por ser necessária, obriga a que se realiza o mais depressa possível. Desta maneira, não apenas é escasso o tempo diário de convivência, como a qualidade do mesmo é a tónica dominante.

 

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