Vhils bate recorde do Museu da Eletricidade com 65.600 visitantes

A exposição "Dissecação", do artista português Alexandre Farto, que assina como Vhils, encerrada domingo no Museu da Eletricidade, em Lisboa, recebeu mais de 65.600 visitantes.

Contactada pela agência Lusa, fonte do departamento de comunicação da entidade acrescentou que "esta foi a exposição mais visitada de sempre de um artista português no Museu da Eletricidade".

Inaugurada a 05 de julho, a exposição "Dissecação", a maior mostra do trabalho do artista, teve uma afluência de público muito intensa, levando a Fundação EDP, que tutela o museu, de entrada gratuita, a alargar o horário de abertura até às 22:00, a partir de 18 de setembro.

Alexandre Farto, de 27 anos, começou por pintar paredes com "graffiti" aos 13 anos.

Na fase de montagem da exposição, numa entrevista à Lusa, o artista explicou que o objetivo era tentar "questionar a cidade", através da revisitação de trabalhos mais antigos e de outros inéditos.

Foi a escavar muros com retratos, que este jovem português captou a atenção do mundo. A técnica consiste em criar imagens, em paredes ou murais, através da remoção de camadas de materiais de construção, criando uma imagem em negativo.

Na mostra foram apresentados vídeos de projetos que Alexandre Farto desenvolveu em países como a China (em Xangai) e o Brasil (no Morro da Providência, no Rio de Janeiro), recorrendo à técnica da "escavação" de retratos na parede.

Ao longo do percurso, Vhils criou retratos em cartazes sobrepostos (retirados de muros de cidades), em madeira, em esferovite e em metal, com ajuda de, entre outros, martelos pneumáticos, explosões e ácidos.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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