Universidades incapazes de controlar praxes violentas

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portugueses e reitor da Universidade do Minho, António Cunha, admite que as universidades têm dificuldade em controlar os abusos das praxes porque estas "ocorrem maioritariamente fora dos campus, com alunos adultos e livres de assumirem os comportamentos que entendem".
créditos: LUSA

A notícia é avançada pela edição impressa desta terça-feira do Jornal de Notícias.

"O que é uma praxe? É um dar uma bofetada a outro? É um aluno estar ajoelhado durante horas? Eu não sei... ", questiona António Cunha, citado pelo referido jornal.

"A maior parte das universidades são contra as praxes", comenta ainda.

No primeiro ano de funcionamento do endereço de correio eletrónico para denúncias de praxes abusivas - em 2014 - foram recebidas pelos serviços do Ministério da Educação e Ciência (MEC) 80 queixas, das quais apenas 45 mereceram acompanhamento posterior, revelou a tutela no início de setembro.

Segundo os números adiantados pelo MEC, das 80 queixas, 45 foram acompanhados junto das reitorias e presidências das instituições de ensino superior e as restantes 35 "não se enquadravam no âmbito da campanha".

Correio eletrónico para denúncias

No ano letivo anterior, o MEC estreou uma campanha de sensibilização no ensino superior contra as praxes agressivas e violentas, composta por 700 cartazes e 60 mil folhetos com o objetivo de informar os "estudantes recém-chegados ao ensino superior acerca do caráter voluntário da participação na praxe, frisando que nenhum estudante pode ser discriminado por decidir não participar".

Nessa altura, foi criado o endereço de correio eletrónico (praxesabusivas@mec.gov.pt), que continua ativo, para recolher denúncias de abusos.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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