Um quarto dos adolescentes dorme menos de sete horas por noite

Um quarto dos adolescentes dorme menos de sete horas por noite e apenas 20% dormem mais de nove horas, revela um estudo sobre os padrões de sono desta população, que alerta para os riscos destes comportamentos.
créditos: CC

Realizado pela Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono (APCMS), o estudo procurou identificar as características do sono nos adolescentes, tendo inquirido 354 jovens de várias escolas do país em 2013.

Segundo o estudo, a maior parte dos adolescentes (cerca de 67%) dorme entre sete e nove horas, o que, segundo os especialistas, “é insuficiente”, uma vez que o ideal seria dez horas, e comporta “riscos reais” para os jovens, como mau desempenho escolar e adoção de comportamentos desviantes.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação e coordenador do estudo, Miguel Meira e Cruz, disse que estes dados “não são surpresa”, mas “vêm cimentar a preocupação que existe sobre a restrição e privação do sono” nos adolescentes.

“Os adolescentes não têm grandes regras para ir para a cama, fisiologicamente também estão mais propensos para se deitarem mais tarde, disse Miguel Meira e Cruz.

Por outro lado, têm muito mais focos de atenção, como as saídas à noite, estudar durante a noite, as discotecas, os telemóveis, as redes sociais.

Segundo o especialista, os adolescentes privados de sono têm maior probabilidade de terem acidentes, um pior rendimento e comportamento escolar e problemas de saúde, porque o sistema imunitário fica mais débil.

Também “têm mais comportamentos de risco, consomem mais substâncias nocivas, bebem mais álcool e têm comportamentos desviantes”, sublinhou.

Helena Loureiro, coautora do trabalho, apontou diversas explicações para os resultados do estudo, divulgados a propósito do Dia Mundial do Sono (13 de março).

“Entre outros motivos importantes, prevalecem hábitos desajustados, consumo calórico excessivo e implementação deficitária de regras elementares de higiene do sono”, disse Helena Loureiro.

Comentários