Um quinto das crianças entra no mercado de trabalho aos 15 anos

O Provedor de Justiça, José de Faria Costa, condenou hoje, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, o emprego de crianças em fábricas, na mendicidade e em trabalhos agrícolas que, “pela sua prematuridade e violência”, comprometem o seu desenvolvimento.
créditos: AFP

Numa mensagem publicada no ‘site’ do Provedor de Justiça, José de Faria Costa assinala a data e condena de “um jeito veemente”, o trabalho infantil que compromete “o desenvolvimento físico, psíquico e, até, cognitivo” das crianças e ofende ”os seus direitos fundamentais”.

Recorda ainda que tem disponível a Linha da Criança (800 20 66 56) destinada ao tratamento de questões relativas “a todos aqueles que, em razão da sua precoce idade, são particularmente mais vulneráveis: as crianças e os jovens”.

“A Organização Internacional do Trabalho passou a dedicar, desde 2002, o dia 12 de junho ao combate a todas as formas de trabalho infantil que, um pouco por todo o mundo, são utilizadas, impedindo que as crianças sejam tão-só — o que é já muito — crianças”, sublinha.

O Provedor de Justiça adianta que tem desenvolvido, no contexto internacional, atividades no sentido de promover e defender os direitos humanos dos jovens.

Recorda a este propósito, a sua atuação na Rede Temática da Infância e da Adolescência da Federação Ibero-Americana de Ombudsman, um fórum de reflexão e de ação na tutela daqueles direitos em um espaço que compreende 20 países da Península Ibérica e da América Latina.

Milhões de crianças escravizadas

A UNICEF estima que existam 168 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil, trabalhando muitas delas (85 milhões) em condições de exploração infantil, com perigos graves para a saúde e sendo envolvidas em conflitos armados.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, mais de 20 em cada cem crianças entram no mercado de trabalho por volta dos 15 anos de idade nos países pobres.

Veja ainda: Estas marcas já estiveram envolvidas em escândalos de escravidão infantil

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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