Ter filhos aumenta a felicidade

Pesquisa divulgada nos Estados Unidos releva que os pais se sentem mais felizes do que as pessoas que não têm filhos.

Uma ótima notícia para mães e pais: ter filhos pode aumentar os níveis de felicidade das pessoas. Pelo menos é esse o resultado de um levantamento apresentado pela Population Association of America que entrevistou mais de 13 mil adultos para descobrir se se consideravam felizes ou não. E os resultados surpreenderam os cientistas: os adultos com filhos sentem-se mais felizes do que os adultos sem filhos – e, mesmo quando os níveis de felicidade baixam, ainda são maiores do que a média dos adultos sem filhos.

 

O bem-estar é ainda mais elevado entre os casais que planearam a gravidez e estavam a enfrentar o primeiro ano de parentalidade. Para a psicóloga clínica Paula Magalhães, este aumento da satisfação é mesmo maior entre as pessoas que estavam preparadas financeira e emocionalmente para ter filhos. «Hoje há a possibilidade de ter ou não ter filhos, então, pessoas que têm capacidade de dar e vontade de compartilhar a maternidade com o parceiro sentem-se mais felizes ao se tornarem pais», diz.

 

Segundo a especialista, quando um filho aparece na vida de um casal, há outros fatores que ajudam no aumento desse bem-estar: «Os pais que desejam um filho sentem-se realizados porque aprendem a dar-se, porque veem no filho um reflexo do amor verdadeiro e porque percebem que o filho é a continuidade da vida e uma maneira de fortalecer as relações afetivas.»

 

Mais felizes hoje do que nunca

Outra pesquisa, também apresentada pela Population Association of America, mostra que os pais, hoje, se sentem mais felizes do que os pais dos anos 1980 e 1990. A explicação tem que ver com um aumento da qualidade de vida em geral, principalmente no caso das mulheres. «Há algumas décadas, a mulher não tinha opção e sofria uma pressão social para casar e ter filhos. Além disso, ainda tinha de arcar com a educação das crianças praticamente sozinha – a divisão de tarefas domésticas entre marido e mulher não era uma realidade», afirma a psicóloga.

 

Hoje, o cenário é diferente: os filhos são uma opção pessoal e os homens participam mais da vida doméstica. «Os casais conversam mais e dividem as responsabilidades, isso ajuda no bem-estar.»

 

 

Maria João Pratt

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