Suplementos de ferro beneficiam crianças com anemia

25% das crianças em idade escolar são anémicas, sendo uma dieta pobre em ferro a responsável por metade dos casos.

A toma de suplementos de ferro pelas crianças anémicas tem benefícios ao nível da função cognitiva e também da saúde física, sugere um estudo publicado na revista American Family Physician.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em todo o mundo, aproximadamente 25 por cento das crianças em idade escolar são anémicas, sendo a dieta pobre em ferro a responsável por metade dos casos.

 

Os níveis baixos de ferro estão associados a problemas do desenvolvimento cognitivo e físico. Nos países desenvolvidos, a falta de uma dieta rica em ferro, assim como alguns parasitas, são alguns dos fatores que contribuem para este tipo de situação.

 

Contudo, devido ao facto de os suplementos de ferro poderem ter efeitos prejudiciais para a saúde, os médicos têm sentido algum receio na utilização deste tipo de suplementos no tratamento da anemia. Na verdade, os suplementos de ferro são conhecidos por causar efeitos gastrointestinais adversos, incluindo diarreia, obstipação e náusea.

 

De forma a tentar perceber quais os efeitos da toma de suplementos de ferro, os investigadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, analisaram os resultados de 32 estudos que envolveram 7.089 crianças. Foi verificado que as crianças anémicas que recebiam suplementos de ferro tinham pontuações cognitivas superiores às das crianças incluídas no grupo de controlo.

 

O estudo também apurou que as crianças que tomavam este tipo de suplemento tinham também melhores resultados nos testes de avaliação do quociente de inteligência, bem como noutros testes cognitivos.

 

«Verificámos que, de facto, os suplementos de ferro apresentam benefícios para as crianças em idade escolar, ao nível do desempenho cognitivo, e melhora também o crescimento. A toma diária deste tipo de suplemento diminui a prevalência da anemia e da deficiência em ferro em cerca de 50 e 79 por cento, respetivamente», revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Sant-Rayn Pasricha.

 

Adicionalmente, não foram reportadas quaisquer diferenças na prevalência de problemas intestinais entre as crianças que receberam ferro e as incluídas no grupo de controlo.

 

 

Maria João Pratt

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