Risco de pobreza continua a aumentar, crianças e jovens são os mais afetados

O risco de pobreza continuou a aumentar em Portugal em 2013, afetando já quase dois milhões de portugueses, de acordo com os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
créditos: LUSA

Segundo os dados do INE, 19,5 por cento das pessoas estavam em risco de pobreza em 2013 face aos 18,7 por cento do ano anterior, apesar de ter existido um aumento dos apoios sociais às situações de doença e incapacidade, família ou desemprego.

As pensões de reforma e sobrevivência contribuíram para um decréscimo do risco de pobreza em 21,0 pontos percentuais, sendo que, segundo o INE, sem estas prestações e sem os apoios sociais 47,8% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2013.

As estatísticas do INE assinalam ainda que, apesar de o aumento do risco de pobreza ter abrangido todos os grupos etários, foi maior nos casos dos menores de 18 anos, tendo passado de 24,4 por cento em 2012 para 25,6 por cento em 2013.

"A presença das crianças num agregado familiar está associada ao aumento do risco de pobreza, sendo de 23,0 por cento para as famílias com crianças dependentes e de 15,8 por cento para as famílias sem crianças dependentes", adianta o INE.

Famílias monoparentais em maior risco

As famílias monoparentais e os agregados com três ou mais crianças foram os que registaram maiores taxas de risco de pobreza (38,4%), enquanto os agregados com três ou mais adultos e com crianças dependentes viram o seu risco de pobreza aumentar cinco pontos percentuais entre 2012 (23,8%) e 2013 (28,8%).

Os dados revelam ainda aumentos do risco de pobreza das pessoas com emprego(10,7%, mais 0,3 pontos percentuais face a 2012) e dos reformados(12,9%, mais 0,2 pontos percentuais face a 2012).

Em 2013, o risco de pobreza atingiu com maior impacto as mulheres, segundo o INE, apontando um risco de pobreza feminino de 20,0% face a 18,9% para os homens.

Entre os desempregados, o risco de pobreza atingiu os 40,5 por cento, consolidando-se a tendência de aumento que vinha desde 2010. 

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