Reclusos produzem toneladas de alimentos em hortas para famílias carenciadas

Os reclusos de cinco estabelecimentos prisionais que trabalham em hortas para ajudar famílias carenciadas produziram mais de mil toneladas de alimentos desde 2009, tendo sido hoje anunciado que se pretende estender o projeto a mais prisões.
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A Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome assinaram hoje, em Setúbal, um protocolo para a continuação dos projetos "Hortas Solidárias" nos estabelecimentos prisionais, que decorre desde 2009.

"Houve uma aproximação por parte do banco alimentar e abraçámos a ideia há uns anos. É um caminho sustentado que se vai espalhando pelos estabelecimentos prisionais e já produzimos mais de mil toneladas de alimentos para os bancos alimentares, nestes anos", disse o diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata.

Segundo o responsável, os reclusos trabalham de forma voluntária e são escolhidos de acordo com critérios de segurança, tendo já cumprido parte significativa da pena e demonstrado merecer confiança.

"Os presos fazem isto de forma altruísta, pois recebem um vencimento pequeno”, afirmou Celso Manata, explicando que estas atitudes têm, no entanto, “um grande valor, e esse valor é reconhecido no seu processo”.

Quando é preciso decidir saídas precárias, adoção de regime aberto ou liberdade condicional, “estas atitudes são compensadas, não em vencimento, mas em medidas que os vão beneficiar", salientou.

Celso Manata referiu que a ideia é estender a iniciativa o mais possível, lembrando que nos 18 meses que leva em funções, o número de reclusos em regime aberto passou de 50 para 140.

"Queremos alargar o regime aberto e isso tem a ver com este tipo de iniciativas. Existe uma carência de guardas prisionais, mas temos 400 homens que terminam em setembro a sua formação, e com esse acréscimo de meios, teremos possibilidade de fazer mais coisas", frisou.

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