Raptados dois, libertados cinco: a conturbada história do rapto da família Coleman

O exército paquistanês comandou a operação de resgate que culminou esta quarta-feira com a libertação do casal Coleman e dos seus três filhos. A missão teve o apoio dos serviços secretos dos Estados Unidos.
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Sequestrados no Afeganistão, a americana e o canadiano tiverem três filhos durante os cinco anos em que foram mantidos em cativeiro no Paquistão por um grupo talibã com ligações à organização terrorista al-Qaeda.

Caitlan Coleman, de 31 anos, e Josh Boyle, um canadiano de 34 anos, foram sequestrados em outubro de 2012 durante uma viagem de férias ao Afeganistão.

Na altura do rapto, Coleman estava grávida do primeiro filho e preparava o seu regresso a território americano.

Segundo a BBC, que cita o exército paquistanês, a operação de resgate aconteceu depois de ter surgido uma pista durante uma operação junto à fronteira com o Afeganistão.

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"Todos os reféns foram libertados sãos e salvos e estão em vias de serem repatriados para o seu país de origem", lê-se no comunicado das forças de segurança paquistanesas. A operação de libertação ocorreu na quarta-feira.

Numa curta declaração, o Presidente norte-americano, Donald Trump, agradeceu ao Governo e ao exército paquistaneses, referindo que o Paquistão e vários outros países "voltaram a respeitar os Estados Unidos".

Donald Trump revelou também que a família tinha sido raptada pela rede Haqqani, um grupo terrorista com ligação aos talibãs.

Em dezembro de 2016, o casal e dois dos seus três filhos surgiram pela última vez num vídeo divulgado pelos insurgentes afegãos.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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