Quatro em cada dez crianças comem agora mais fruta

Estudo publicado esta quarta-feira indica que 42,6% das crianças que integraram o programa motivacional “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” no ano letivo 2013-2014 aumentaram o seu consumo diário de fruta em 12 semanas.
créditos: AFP

Segundo os resultados preliminares de um estudo apresentado esta quarta-feira pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, verificou-se que 42,6% das crianças que integraram o programa motivacional “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” no ano letivo 2013-2014 aumentaram o seu consumo diário de fruta, em apenas 12 semanas.

De acordo com o referido estudo, a região da Madeira foi aquela que registou o maior impacto em relação ao consumo reportado antes da intervenção: no início do programa 14,3% das crianças não comiam qualquer porção de fruta diariamente, tendo esta percentagem reduzido para os 4,3% no final do programa.

Estes são os primeiros dados de um estudo realizado por uma equipa de investigadores da APCOI que contou com uma amostra de 18.374 crianças, de um total de 70.357 participantes da 3ª edição do projeto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável", uma iniciativa que incentiva as crianças do 1º ciclo e jardins de infância a adotar e manter hábitos saudáveis na sua alimentação diária, através de um programa motivacional.

73,5% das crianças não ingeriam diariamente a quantidade de fruta recomendada

Os investigadores concluíram ainda que 73,5% das crianças não ingeriam diariamente a quantidade de fruta recomendada antes de participarem no projeto da APCOI. O consumo diário de fruta é um dos componentes mais importantes de uma alimentação saudável. É, por isso, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que se ingiram pelo menos três porções de fruta por dia.

"Como a fruta tem nutrientes insubstituíveis, o seu baixo consumo tem efeitos negativos para a saúde das crianças: dificulta o bom funcionamento dos intestinos, diminui as defesas do organismo, tornando-as mais sujeitas às doenças, nas quais se inclui a obesidade logo desde a infância, além de provocar alterações nos níveis de energia, de concentração e aprendizagem" indica a Dietista, Dra. Rita Loureiro, uma das investigadoras da APCOI.

"Poucos estudos em Portugal têm uma amostra tão grande, o que nos permite obter um maior conhecimento da realidade dos estilos de vida e da caracterização do estado nutricional das crianças portuguesas”, conclui.

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