Privados querem cheque-infância para alargamento de horários das creches

A Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular critica o aumento do apoio estatal às creches das Instituições Particulares de Solidariedade Social com horário alargado e defende o direito à escolha, por parte das famílias.

A Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP) critica o aumento do apoio estatal às creches das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com horário alargado e defendeu a atribuição às famílias "de um cheque-infância", que lhes garantiria "o direito à livre escolha" da instituição a que entregam as crianças.

Em nota de imprensa, a ACPEEP refere-se ao facto de o Governo ter decidido "criar um suplemento de €486,60 para as creches das IPSS que justifiquem a necessidade de ter um horário de funcionamento superior a 11 horas".

"É um novo subsídio que acresce à comparticipação financeira do Estado por criança, que este ano aumentou de €245,16 para €250,33 por mês", explica, considerando que o suplemento "vem acentuar ainda mais a discriminação negativa" das pessoas cujos filhos não frequentam as creches das IPSS.

"Se há, de facto, um interesse legítimo em ajudar as famílias, que são quem realmente precisa, a comparticipação deveria ser atribuída diretamente aos encarregados de educação, num sistema transparente que garantisse o seu recebimento (..) por todas as crianças que frequentam os estabelecimentos legais, isto é, inscritos na Carta Social", defende a ACPEEP.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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