Praia da Vitória vai espalhar dois mil livros pela cidade e zonas balneares no verão

Nos edifícios, os livros serão colocados numa caixa e nas zonas balneares dentro de uma mala

A Câmara Municipal da Praia da Vitória, nos Açores, vai promover a leitura em espaços públicos, este verão, disponibilizando cerca de dois mil livros para requisição em zonas balneares e edifícios no centro da cidade.

 

A ideia é transformar a Praia da Vitória numa "cidade dos livros" e partiu do escritor Joel Neto, natural da ilha Terceira, num ciclo de debates promovido pela autarquia em 2013.

 

"Acredito que se os praienses quiserem, este projeto poderá ter sucesso, sendo que o seu retrato servirá tanto aos praienses como aos seus visitantes e portanto poderá ser um importante instrumento de promoção turística", frisou o escritor, na conferência de imprensa de apresentação da iniciativa.

 

Joel Neto, que vai integrar também a equipa responsável pela avaliação da iniciativa, considerou que seria possível recriar numa cidade pequena como a Praia da Vitória um projeto encontrado noutras cidades do norte da Europa, por onde passou, destacando o facto de a "maior figura" da Praia da Vitória ser um escritor (Vitorino Nemésio).

 

A autarquia começou por aumentar o acervo da biblioteca municipal, localizada na Casa das Tias de Vitorino Nemésio, contando com a doação de livros de várias entidades, num total contabilizado até agora de 1.300 exemplares, segundo o vereador Tibério Dinis.

 

No entanto, o objetivo é promover a leitura também fora da biblioteca e, nesse sentido, serão disponibilizados cerca de dois mil livros, a partir de 16 de junho, pelas zonas balneares do concelho e por quatro edifícios da cidade: a PSP, a Câmara Municipal, a Academia da Juventude e das Artes e o quiosque da Associação Regional de Turismo.

 

Nos edifícios, os livros serão colocados numa caixa e nas zonas balneares dentro de uma mala, que ficará com o nadador-salvador, sendo que as duas serão identificadas com o símbolo da biblioteca.

 

De acordo com Tibério Dinis, a requisição poderá ser feita apenas durante um dia, mas o processo é mais simplificado do que na biblioteca e será disponibilizado um separador de leitura para que o leitor possa anotar em que página terminou.

 

A autarquia pretende ainda estender a iniciativa a outras entidades públicas e a privados, disponibilizando-se para fornecer livros em sítios onde habitualmente se leem revistas e jornais, como repartições, restaurantes, cafés, esplanadas, hotéis ou consultórios.

 

O catálogo base dos livros, que estará disponível em todos os locais, inclui autores açorianos como Daniel Sá, Álamo Oliveira e Vitorino Nemésio, estando ainda disponíveis dois livros infantis, duas edições bilingues e um livro turístico.

 

Por Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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