Portugueses preferem apoiar instituições com doação de alimentos

A doação de alimentos é o método preferido por 66% dos portugueses para contribuir para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e o peditório de rua o meio escolhido por 40% para fazer donativos monetários, revela um estudo esta quarta-feira.
créditos: LUSA

O inquérito, realizado pela empresa de estudos de mercado GFK sobre o comportamento dos portugueses face às IPSS, decorreu entre os dias 10 e 21 de janeiro e compreendeu uma amostra de 1.254 pessoas, com 15 e mais anos, com uma distribuição proporcional por região.

Segundo o estudo, divulgado hoje pela Operação Nariz Vermelho (ONV), 93% dos inquiridos disseram estar dispostos a aderir a donativos monetários pontuais para instituições de solidariedade que apoiam crianças e 89% para causas como a entrega de alimentação.

A maior parte (63%) dos inquiridos disse dar apoio às IPSS, sendo que, destes, 46% fazem-no de forma esporádica, refere o estudo, acrescentando que 36% não costumam dar apoio.

Sobre os critérios de seleção para apoiar uma instituição, 17% dizem que preferem doar nos peditórios, enquanto 15% optam por ajudar as IPSS focadas nos mais pobres, desprotegidos e "nos que mais precisam”.

Já 14% do sinquiridos preferem apoiar as instituições pelas causas e trabalho que fazem e 13% ajudam as que “consideram credíveis” e que “transmitam confiança”.

O estudo analisou a atitude dos portugueses face à Operação Nariz Vermelho, tendo concluído que, apesar de ser conhecida, a instituição não é a uma das organizações consideradas como das primeiras escolhas para contribuir com donativos monetários, o que poderá estar relacionado com a elevada percentagem de inquiridos que pensa que a instituição recorre apenas a voluntários (58%).

Segundo o estudo, 75% dos inquiridos desconhecem que a instituição desenvolve a sua atividade de solidariedade recorrendo a profissionais pagos, aplicando os fundos à contratação e devida formação de artistas profissionais.

“Numa altura em que os donativos, quer de empresas quer de particulares, têm diminuído, sentimos necessidade de encontrar uma solução eficaz que permita colmatar essa lacuna”, diz, em comunicado, Magda Ferro, coordenadora de comunicação e eventos da Operação Nariz Vermelho (ONV).

Magda Ferro adianta que as conclusões do estudo levaram a ONV “a considerar que uma campanha de rua alargada a diversos pontos do país em simultâneo seria a melhor aposta”.

A Operação Nariz Vermelho promove semanalmente visitas de doutores palhaços às enfermarias pediátricas de 13 hospitais do país, contando atualmente com uma equipa de 22 doutores palhaços e nove profissionais nos bastidores, visitando cerca de 40.000 crianças por ano.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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